Dólar sobe com alta do petróleo e avanço da dívida pública no Brasil
Moeda americana registra valorização de 0,50% frente ao real, cotada a R$ 5,08, nesta sexta-feira (31/7). Na véspera, ela caiu 0,92%

O dólar opera em alta de 0,50% frente ao real, cotado a R$ 5,08, nesta sexta-feira (31/7). Na véspera, porém, a moeda americana registrou queda de 0,92%.
O movimento do câmbio no Brasil segue a tendência global. Às 11h15, o índice DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), subia 0,41%, aos 100,39 pontos.

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Ver todasNa avaliação da corretora Monte Bravo, no entanto, os mercados tendem a encerrar a semana com um viés positivo. Isso porque, nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre confirmou a existência de economia ainda sólida, com consumo e investimentos permanecendo fortes.
Em paralelo, o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), o indicador da inflação preferido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), ficou ligeiramente abaixo das expectativas em junho. Tal resultado, afirmam os analistas da corretora, reforçou a percepção de que os preços mantêm uma trajetória gradual de desaceleração.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPetróleo sobe
O senão para essa perspectiva positiva vem do Oriente Médio. Com o recrudescimento dos conflitos entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo voltou a subir nesta sexta-feira, depois de fechar em queda na véspera.
Às 9h40, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, subia 1,54%, a US$ 88,22. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava 1,73%, a US$ 85,04.
Treasuries
No início da sessão, os títulos da dívida dos Estados Unidos, os Treasuries, também registravam alta. Esse aumento da rentabilidade atua como uma fonte de atração de investidores, sugando dólares. Com isso, a moeda americana tende a se valorizar nos demais mercados.
Dívida pública
No Brasil, o Banco Central (BC) divulgou os dados da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) de junho. Ela atingiu R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81,9% do PIB, o maior nível em cinco anos.
Em maio, estava em 81,1% do produto, aos R$ 10,6 trilhões. No ano, a elevação foi de 3,3 pontos percentuais. A DBGG representa a soma dos débitos do governo federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além dos governos estaduais e municipais.
“Guerra da Ptax”
Outros fatores devem influenciar o desempenho dos mercados neste pregão. Em se tratando do último dia do mês, por exemplo, o mercado deve travar a “guerra da Ptax”. A Ptax é uma média do preço do dólar em relação ao real, calculada pelo BC. Esse valor serve de referência para contratos de câmbio.
No fim do mês, empresas e investidores tentam influenciar a cotação da moeda americana para que a média lhes seja favorável. Com isso, esses grupos vendem ou compram grandes quantidades de dólar para puxar o preço para cima ou para baixo, afetando a média final da cotação.
Bolsas globais
Avaliação preliminar da corretora Ativa ressalta que as bolsas da Ásia fecharam amplamente em alta, com recuperação da Coreia do Sul, enquanto o Japão acelerou ganhos com o mercado de chips no radar. Na Europa, os índices também sobem focados na temporada de balanços das grandes empresas.



