Dólar e Bolsa avançam com governo indo para briga sobre IOF

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,91%, cotado a R$ 5,434. Foi o menor valor desde setembro do ano passado. Ibovespa disparou 1,45%

atualizado

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O dólar operava em alta nesta terça-feira (1º/7), na primeira sessão do mês de julho, em um dia no qual os investidores voltam suas atenções para o cenário doméstico, com a escalada no conflito entre o governo federal e o Congresso Nacional em torno das mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

No exterior, o destaque fica por conta de um fórum promovido pelo Banco Central Europeu (BCE) que contará com as participações da presidente da autoridade monetária europeia, Christine Lagarde, e do chefe do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), Jerome Powell.


Dólar

  • Às 15h18, o dólar subia 0,64%, a R$ 5,468.
  • Mais cedo, às 12h24, a moeda norte-americana avançava 0,61% e era negociada a R$ 5,466.
  • Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,91%, cotado a R$ 5,434. Foi o menor valor desde setembro do ano passado.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumulou perdas de 4,98% em junho. No acumulado do ano, a queda é de 12,08%.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
  • Às 15h42, o Ibovespa subia 0,48%, aos 139,5 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em forte alta de 1,45%, aos 138,8 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumulou ganhos de 1,33% em junho. No acumulado de 2025, a alta é de 15,44%.

Guerra do IOF

O governo federal decidiu, nessa segunda-feira (30/6), acionar a Justiça contra a derrubada do decreto que estabelecia novas regras de cobrança para o IOF. O decreto foi divulgado no dia 11 de junho e derrubado em votação no Congresso Nacional na última quarta-feira (25/6).

A decisão do governo será efetivada por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), que deve protocolar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda nesta terça-feira (1º/7). A AGU já vinha fazendo a análise do caso para embasar a decisão do governo.

Desde a semana passada, o ministro da AGU, Jorge Messias, já havia recebido a incumbência de estudar o assunto e elaborar o texto das contestações à decisão do Congresso, com o intuito de restabelecer a validade do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até essa segunda, ministros do governo se dividiam sobre a possibilidade de acionar a Justiça contra a derrubada do decreto. O entendimento é de que a decisão sobre alíquotas de impostos cabe, exclusivamente, ao Executivo, portanto a medida do Congresso seria inconstitucional. No entanto, o custo político da judicialização também foi colocado em pauta.

Powell e Lagarde

No cenário internacional, os investidores monitoram declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, que participa de um fórum promovido pelo BCE, em Portugal.

A expectativa é a de que o chefe da autoridade monetária norte-americana, que está na mira do presidente dos EUA, Donald Trump, dê alguma indicação do que pode ocorrer com a taxa básica de juros no país.

Atualmente, a taxa de juros nos EUA está no intervalo entre 4,25% e 4,5% ao ano – o percentual foi mantido inalterado na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed.

A taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,4% em maio, na base anual, uma leve alta em relação aos 2,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o índice foi de 0,1%, ante 0,2% em abril.

Nos últimos dias, diretores do Fed indicaram que o BC norte-americano poderia avaliar o início do ciclo de queda dos juros já a partir da próxima reunião do Fomc, marcada para os dias 29 e 30 de julho. Falando na Câmara dos Deputados e no Senado dos EUA, Powell adotou um discurso bem mais comedido.

Nessa segunda-feira, Donald Trump voltou novamente sua artilharia ao presidente do Fed. Em mensagem publicada em sua rede social, a Truh Social, Trump voltou a dizer que o chefe da autoridade monetária está “muito atrasado” e cobrou a redução da taxa básica de juros nos EUA.

“Eles têm um dos trabalhos mais fáceis, mais prestigiados da América, e falharam – e continuam a falhar. Se estivessem fazendo seu trabalho corretamente, nosso país estaria economizando trilhões de dólares em custos de juros”, escreveu Trump.

“Deveríamos estar pagando 1% de juro, ou menos!”, completou Trump.

Ainda segundo o presidente dos EUA, Jerome Powell deveria “se envergonhar por permitir que isso aconteça nos EUA”.

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