Dólar mantém-se estável e Bolsa desaba com queda de ações dos bancos

Cotada a R$ 5,25, moeda americana não variou frente ao real. O Ibovespa recou 2,13%, depois de bater recorde na véspera

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Getty Images
Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles
1 de 1 Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar apresentou estabilidade, com zero de variação frente ao real, cotado a R$ 5,25, nesta quarta-feira (4/2). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrou forte recuo de 2,13%, aos 181.712,54 pontos. Na véspera, ele havia superado a marca de 185 mil pontos, um novo recorde do indicador.

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o movimento de pequena alta do dólar é explicado, em grande medida, pelo fortalecimento da moeda americana no exterior, que pressiona divisas de países emergentes como o real.

“Esse quadro é reforçado com a piora do desempenho do Ibovespa, sinalizando uma provável saída de recursos da Bolsa, depois de um fluxo expressivo (de recursos do exterior) registrado no primeiro mês do ano”, diz. “Na ausência de catalisadores positivos no exterior, os ativos brasileiros parecem atravessar um movimento de consolidação no pregão, com desempenho negativo tanto para o Ibovespa quanto para o câmbio.”

Ibovespa

No caso do Ibovespa, observa Bruno Perri, sócio da Forum Investimentos, ele reagiu a fatores como a realização de lucros (quando os investidores negociam ações, depois de atingido determinado patamar de retorno) e a queda dos papéis do Santander, que provocou uma correção em todo o setor financeiro e se espalhou por outros setores, “em sinal de exaustão da forte alta recente do mercado acionário brasileiro”.

As ações do Santander caíam mais de 3%, às 17 horas, e fecham com recuo de 2,84%, depois que o banco divulgou um lucro líquido gerencial, que desconsidera o ágio de aquisições, de R$ 4 bilhões no quarto trimestre de 2025, numa alta de 6% sobre o mesmo período de 2024.

O retorno sobre o patrimônio (ROE), de 17,6%, ficou estável, enquanto a inadimplência subiu meio ponto percentual em 12 meses. Houve ainda uma elevação de 2,9% nas despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD).

Bancos em queda

Nesse contexto, os papéis dos outros “bancões” brasileiros, que têm grande peso no Ibovespa, também caíram. As quedas foram de 3,39% do Bradesco e 3,10% do Itaú Unibanco.

Perri nota que outros papéis importantes do índice da B3, como os da Petrobras, também caíram, embora num nível mais modesto. Isso como resultado de um movimento de correção depois de alta na véspera e apesar da elevação do preço do petróleo no mercado internacional.

“Preocupações quanto à independência do Banco Central (BC), com as indicações de novos diretores, também reforçam o movimento de queda”, afirma o analista, referindo-se à eventual indicação do economista Guilherme Mello para a diretoria do BC. Mello lidera atualmente a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

“O ambiente no exterior também não ajudou nesta quarta-feira”, afirma Perri. “Os mercados americanos também caíram (caso do S&P 500 e Nasdaq), num movimento de aversão ao risco, puxado pelo setor de tecnologia e favorecendo ativos mais conservadores como o dólar e o ouro.”

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?