Dólar cai depois de 3 altas seguidas e Bolsa bate novo recorde

Moeda americana recuou 0,15%, cotada a R$ 5,24. Ibovespa fechou acima dos 185 mil pontos, patamar histórico para o principal índice da B3

atualizado

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1 de 1 Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles - Foto: Witthaya Prasongsin/Getty Images

O dólar voltou a perder força frente ao real, depois de três sessões seguidas de altas. Nesta terça-feira (3/2), a moeda americana registrou queda de 0,15% em relação à divisa brasileira, cotado a R$ 5,24. Como a variação foi pequena, ela oscilou próxima à estabilidade. Por volta das 11h30, porém, chegou a R$ 5,20, na mínima do dia.

Já o Ibovespa, fechou com alta de 1,58%, aos 185.674,43 pontos, nível que representou um novo recorde para o principal índice da Bolsa brasileira (B3). A última máxima ocorreu em 28 de janeiro, com 184.691,04 pontos. Nesta terça-feira, pouco antes do meio-dia, o Ibovespa alcançou 187.333,83 pontos, outra marca histórica, mas obtida durante o pregão (no “intraday”, no jargão).

No caso do dólar, para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, ele recuou ao longo da sessão, acompanhando a desvalorização da moeda americana no exterior e a alta do petróleo, movimento que favoreceu moedas de países emergentes e estimulou ingresso de recursos para o Brasil.

“O câmbio também refletiu o aumento do apetite por risco, depois do acordo comercial entre Estados Unidos e Índia, o que ajudou a sustentar fluxo positivo de recursos para os mercados emergentes”, diz o analista.

Fluxo estrangeiro

No caso do Ibovespa, observam os especialistas, ele foi puxado pelas “blue chips”, como são chamadas as ações de maior destaque do índice, como as da Vale, Petrobras e Itaú, com os papéis ancorados no fluxo de capital externo para a Bolsa.

De acordo com a B3, janeiro registrou uma entrada líquida de estrangeiros no mercado secundário de ações de R$ 26,3 bilhões, quantia superior a todo o saldo positivo de 2025, de cerca de R$ 25,5 bilhões.

Na avaliação de Einar Rivero, sócio da consultoria Elos Ayta, o fluxo de recursos do exterior para o Brasil em janeiro costuma ser positivo. Ainda assim, 2026 foge do padrão.

“O investidor estrangeiro inicia o ano comprando ações brasileiras”, diz. “Em cinco anos de amostra, ou seja, desde 2022, apenas janeiro de 2024 apresentou saldo negativo, com retirada líquida de R$ 7,9 bilhões. Além de positivo, o fluxo atual é excepcionalmente elevado, tanto em termos absolutos quanto relativos.”

Ata do Copom

Para Andressa Bergamo, sócia da AVG Capital, a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira, trouxe otimismo ao mercado. “Ela reforçou a mensagem de flexibilização da política monetária, que deve começar em março”, diz. “Já o ritmo de queda não foi mencionado, porque vai depender de novos dados e cenário econômico.”

Ela observa que, com a perspectiva de juros mais baixos no Brasil, ações de empresas do setor de varejo, consumo e construção subiram no pregão, o caso da Cyrela e Magazine Luiza. “Temos ainda uma semana de divulgação de resultados de grandes balanços como do Itaú, Santander e Bradesco, que pode trazer volatilidade para a Bolsa nos próximos dias.”

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