Dólar e Bolsa sobem com retomada do Congresso, Focus e “bancões”

Na sessão da última sexta-feira (30/1), o dólar fechou em alta de 1,03%, a R$ 5,248. Ibovespa fechou em queda de 0,97%, aos 181,3 mil pontos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images
Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar operava em alta, nesta segunda-feira (2/2), abrindo uma semana que tem como um dos destaques o início da temporada de divulgação dos resultados financeiros dos principais bancos do Brasil referentes ao quarto trimestre do ano passado.

Ainda no cenário doméstico, os investidores repercutem a retomada dos trabalhos no Legislativo e no Judiciário, em meio às discussões a respeito da possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master.

No front externo, o mercado monitora a divulgação de dados da indústria dos Estados Unidos e da zona do euro, além dos resultados trimestrais da Disney e de falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).


Dólar

  • Às 15h35, o dólar subia 0,26%, a R$ 5,261.
  • Mais cedo, às 14h48, a moeda dos EUA avançava 0,19% e era negociada a R$ 5,258.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,281. A mínima é de R$ 5,237.
  • Na sessão da última sexta-feira (30/1), o dólar fechou em alta de 1,03%, cotado a R$ 5,248.
  • Com o resultado, a moeda norte-americana acumula perdas de 4,39% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), também operava em alta no pregão.
  • Às 15h39, o Ibovespa avançava 0,35%, aos 181,9 mil pontos.
  • No último pregão da semana passada, o indicador fechou em queda de 0,97%, aos 181,3 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 12,56% neste ano.

Retomada do Legislativo

Sob o comando de Hugo Motta (Republicanos-PB), a Câmara dos Deputados realiza a primeira sessão de 2026 nesta segunda-feira. Após terminar 2025 desgastado com líderes partidários e sob a iminência de não se reeleger ao cargo, o presidente da Casa Baixa prometeu uma pauta mais amena até o Carnaval.

Motta reuniu os líderes partidários já na semana passada. Ele disse que irá colocar em votação a Medida Provisória do Executivo que cria o programa Gás do Povo. A medida está prestes a caducar e é prioridade para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Caso o Congresso instale uma CPI para investigar o Banco Master, a iniciativa não deve partir da Câmara dos Deputados. O parlamentar quer evitar polêmicas.

Eleito em 1º de fevereiro, com 444 votos dos 513 deputados federais, o deputado enfrentou dificuldades para lidar com o plenário polarizado do ano passado.

Nos bastidores, enquanto articulava sua eleição com o apoio de Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Casa, prometeu algo que lhe custaria caro meses depois: à oposição, Motta disse que aprovaria o PL da anistia; aos governistas, que engavetaria o projeto.

A proposta foi aprovada na Casa em 10 de dezembro, com sabor agridoce para a direita e derrota para a esquerda. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendiam o perdão total, mas acabaram com um texto que pode reduzir significativamente a pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O projeto só avançou graças à articulação do Centrão e à relatoria do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que tem bom trânsito entre magistrados da Corte.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que vetará a proposta. Em um gesto simbólico, o petista assinou o ato em 8 de janeiro, quando os ataques às sedes dos Três Poderes completaram três anos.

A discussão sobre a dosimetria da pena também ampliou o desgaste de Motta nas redes sociais, onde ele já enfrentava uma imagem deteriorada após sucessivos embates políticos.

TSE também volta aos trabalhos

A nove meses das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza, nesta segunda, a partir das 18 horas, a sessão extraordinária de abertura do Ano Judiciário de 2026.

A sessão foi convocada pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na sessão, estão pautados nove processos para serem julgados, podendo sofrer alterações até a respectiva sessão.

Com a abertura dos trabalhos no TSE, a Corte começa a aquecer os motores para as eleições gerais, que serão realizadas em outubro deste ano.

Este ano marcará também a troca da presidência do TSE. Cármen Lúcia deixa a cadeira de mandatária da Corte no dia 25 de agosto, 40 dias antes do primeiro turno das eleições.

No lugar dela assume o atual vice-presidente do TSE, o ministro Nunes Marques. O futuro vice-presidente será André Mendonça, que atualmente é ministro substituto na Corte. Ambos os magistrados foram indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, o presidente do TSE na época das eleições foi o ministro Alexandre de Moraes.

As trocas fazem parte do rodízio regular da presidência do TSE, sempre ocupada por um ministro vindo do STF. Cada integrante do TSE tem um mandato de dois anos, renovável por igual período.

Mercado aguarda resultados dos “bancões”

Nesta semana, os investidores voltam suas atenções para a divulgação dos resultados trimestrais de alguns dos principais bancos brasileiros. Na terça-feira (3/2), os destaques serão os balanços financeiros do Santander (antes da abertura do mercado) e do Itaú (após o fechamento).

A expectativa dos analistas é a de que a maioria dos bancos apresente volumes, receita e qualidade de crédito positivos. O crescimento no lucro deve alcançar os dois dígitos, de acordo com as principais estimativas.

Relatório Focus

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa de inflação para 3,99% em 2026, ou seja, abaixo do teto da meta. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve manutenção. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda.

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 3,99%, ante 4,00% da semana anterior. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi mantida em 1,8%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,33% em dezembro. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto. Para 2027, o índice esperado foi mantido em 3,8%.

Ainda segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,8%, a mesma projeção da semana passada.

Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,80%. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%. Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para o fim de 2026 em 12,25% ao ano. Para 2027, a projeção foi mantida em 10,5% ao ano. Para 2028, o mercado manteve estimativa para a Selic de em 10% ao ano.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida em 15%. A próxima reunião do colegiado está marcada para 17 e 18 de março.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?