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Dólar oscila e Bolsa sobe com Orçamento no Brasil e juros no Japão

Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,523. Ibovespa subiu 0,38%, aos 157,9 mil pontos

atualizado

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1 de 1 Imagem de notas de dólar - Metrópoles - Foto: Douglas Sacha/Getty Images

O dólar operava perto da estabilidade, nesta sexta-feira (19/12), última sessão do mercado na semana, em um dia de agenda mais esvaziada de indicadores econômicos.

No Brasil, os investidores aguardam a votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 pelo Congresso Nacional, que deve fazer sua última sessão deste ano.

No exterior, o mercado repercute a decisão do Banco Central do Japão (BoJ) de elevar a taxa de juros para o maior patamar dos últimos 30 anos, além da sinalização de possíveis novos aumentos no futuro, o que indica aperto da política monetária.


Dólar


Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
  • Às 15h57, o Ibovespa avançava 0,51%, aos 158,7 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,38%, aos 157,9 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 0,72% no mês e valorização de 31,29% no ano.

Votação do Orçamento

Deputados e senadores se reúnem, nesta sexta-feira, para a votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. A análise estava prevista para essa quinta-feira (18/12), mas foi adiada pelo presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para dar mais tempo aos parlamentares para a leitura do relatório da proposta.

Antes do plenário, o texto tem de ser votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Além da proposta orçamentária, também devem ser analisados outros Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLN). Entre eles, está o PLN 6/2025, que destina R$ 8,3 bilhões para a criação do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, previsto na reforma tributária.

A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), pré-requisito para a votação do Orçamento, foi aprovada em 4 de dezembro. O texto obriga o governo a pagar a maioria das emendas até junho de 2026, três meses antes das eleições gerais.

Pelo acordo, o governo deverá quitar 65% das emendas obrigatórias no primeiro semestre, até julho, o que equivale a cerca de R$ 13 bilhões. Entram nessa regra as emendas individuais, de bancada e as chamadas “emendas Pix”.

Outro ponto favorável para a equipe econômica do governo foi a aprovação, na quarta-feira (16/12), do Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê cortes em benefícios fiscais.

As medidas devem garantir uma arrecadação extra de R$ 22,45 bilhões. Desse valor, R$ 17,5 bilhões virão do corte de benefícios fiscais, R$ 1,6 bilhão da taxação de fintechs, R$ 2,5 bilhões do aumento da tributação sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) e R$ 850 milhões da elevação da taxação sobre apostas esportivas (bets).

Japão aumenta juros

No front internacional, os investidores repercutem a decisão de política monetária no Japão. Em decisão anunciada nesta madrugada (pelo horário de Brasília), o Banco Central do Japão (BoJ) subiu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, de 0,5% para 0,75%, o patamar mais alto em 30 anos, desde 1995.

“A julgar pelos dados e pesquisas recentes, há ‌uma ‍grande chance de que o mecanismo em que os salários e a ‍inflação aumentam moderadamente em conjunto seja mantido”, afirmou a autoridade monetária japonesa no comunicado que acompanhou a decisão.

“Dado que as taxas de juros reais estão em níveis significativamente baixos, o ⁠BoJ continuará a aumentá-las” se as últimas projeções econômicas e de preços se confirmarem, completou o BC do Japão.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

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