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Dólar e Bolsa sobem com cessar-fogo no Oriente Médio e juros nos EUA

A moeda americana fechou em alta de 0,29% em relação ao real, cotada a R$ 5,51. O Ibovespa avançou 0,45%, aos 137.164 pontos

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Nesta terça-feira (24/6), o dólar à vista fechou em alta de 0,29% em relação ao real, cotado a R$ 5,51. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), também subiu. Ele avançou 0,45%, aos 137.164 pontos.

O principal vetor do pregão nos mercados de câmbio e ações dos foi dado pelo cessar-fogo no Oriente Médio. A trégua entre Israel e Irã havia sido anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na segunda-feira (23/6). Posteriormente, ela foi confirmada pelos líderes dos dois países.

Ao longo do dia, no entanto, surgiram acusações de que ambos os lados haviam descumprido o acordo. Mas, depois de uma conversa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA anunciou que a trégua seguia em vigor e que nenhum ataque seria realizado.

Juros nos EUA

Os investidores também acompanharam as declarações feitas pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, sobre a política monetária no país, em uma sabatina no Congresso americano. Ele ressaltou que o cenário econômico ainda é de incerteza, causada pelas tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Powell, com isso, manteve em aberto o momento de um eventual corte de juros, acrescentando que os dados sobre a inflação ainda devem refletir nos próximos meses o impacto das sobretaxas nos preços dos produtos. Com isso, foi mais conservador do que dois diretores do conselho do Fed, Christopher Waller e Michelle Bowman. Na véspera, ambos haviam afirmado que são favoráveis a uma discussão já no próximo mês sobre uma redução na taxa de juros, atualmente no intervalo entre 4,25% e 4,50%.

Petróleo

Outro indicador de estabilidade no mercado — e queda na tensão no Oriente Médio — foi a cotação do petróleo. O valor da commodity fechou em queda acentuada de mais de 6% nesta terça-feira, registrando a segunda baixa consecutiva.

Performance robusta

Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, observa que as bolsas de valores registraram um dia de ganhos expressivos nesta terça-feira, impulsionadas pelo otimismo em relação ao cessar-fogo entre Israel e Irã. No caso dos índices de Nova York, o Dow Jones subiu 1,2%, o S&P 500 avançou 1,1% (ficando a apenas 0,7% de sua máxima de 52 semanas), e o Nasdaq também fechou em território positivo, com alta de 1,5%.

“Essa performance robusta se somou aos fortes avanços de segunda-feira, levando os principais índices a acumularem um ganho de mais de 2% na semana”, diz. “O dólar por sua vez apresentou ganhos durante a sessão, mas ainda com pouca variação em relação ao fechamento da véspera e de sexta.”

Risco geopolítico

Lobo observa que, paralelamente ao cessar-fogo, os preços do petróleo despencaram pela segunda sessão consecutiva, como citado acima. Para o analista, tal fato refletiu a redução do risco geopolítico, mesmo com as acusações mútuas de violação do acordo. “Essa queda do petróleo sinalizou uma reavaliação do mercado”, afirma. “Ela indicou que o temor de uma disrupção severa diminuiu.”

Em contrapartida, diz Lobo, o índice de confiança do consumidor americano para junho desapontou, caindo 5,4 pontos para 93, abaixo da estimativa de 99,5. “A queda foi generalizada, afetando tanto a avaliação dos consumidores sobre a situação atual quanto suas expectativas futuras”, diz. “Mas, apesar de uma deterioração na percepção da disponibilidade de empregos pelo sexto mês consecutivo, o mercado de trabalho ainda está sendo considerado sólido.”

Ata do Copom

No cenário interno, pela manhã, os investidores também acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), realizada na quarta-feira (18/6). Na ocasião, o órgão decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano, o maior patamar em 19 anos.

O documento reafirmou informações que estavam no comunicado da semana passada. Ele destacou a necessidade de manutenção dos juros elevados por tempo prolongado e o possível fim do ciclo de altas da taxa.

 

 

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