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Negócios

Dólar e Bolsa disparam depois de Trump cancelar novo ataque ao Irã

Moeda americana passou a cair 1,12%, cotada a R$ 5,11. Ibovespa, o principal índice da B3, subiu 0,98%, aos 170,2 mil pontos

Carlos Rydlewski11/06/2026 14:51, atualizado 11/06/2026 15:30
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Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images
Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles

O dólar e a Bolsa mudaram de sentido de forma brusca na tarde desta quinta-feira (11/6). A alteração ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento de ataques programados contra o Irã.

Com a notícia, a moeda americana passou a registrar queda de 1,12%, cotada a R$ 5,11. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), subiu 0,96%, aos 170,2 mil pontos.

O preço do petróleo também sofreu forte impacto do anúncio do republicano. O valor da commodity estava em queda, mas o recuo foi acentuado com o cancelamento dos ataques.

Às 14h50, o barril do tipo Brent, a referência do mercado internacional, anotava baixa de 3,35%, a US$ 89,98. Pela manhã, o recuo era de apenas 0,49%, a US$ 92,64. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, diminuía 3,15%, a US$ 87,19. Antes do anúncio, a redução estava em 0,39%, a US$ 89,59 por barril.

Inflação nos EUA

Além da guinada na posição de Trump sobre o Irã, os mercados acompanharam nesta quinta-feira a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Em maio, o indicador subiu 1,1% ante abril, segundo dados veiculados pelo Departamento do Trabalho americano.

O resultado veio acima do consenso dos analistas, que previam elevação de 0,7%. Em 12 meses, o PPI acumulou alta de 6,5%, a maior desde os 7,4% observados em novembro de 2022.

Serviços no Brasil

No ambiente interno, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços no Brasil avançou 1,2% em abril, em relação a março. O número ficou bem acima da expectativa dos analistas, que previam uma elevação de 0,6%, segundo pesquisa da Reuters.

Dessa forma, o setor de serviços encontra-se 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e apenas 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025.

Análise

Na avaliação de Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, depois de uma alta acumulada expressiva de mais de 5% desde maio é natural que o dólar alivie em sessões de maior apetite por risco global, como é o caso desta quinta-feira.

“Domesticamente, dados fortes de serviço aumentaram a convicção do mercado de que o Copom (o Comitê de Política Monetária do Banco Central) deve pausar o ciclo de cortes de juros na reunião da semana que vem”, diz. “Isso mantém o diferencial de juros elevado e pode atrair fluxo de capital para a Bolsa.”

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