Ibovespa bate 155 mil pontos pela 1ª vez na história. Dólar recua

Na sexta-feira (7/11), o dólar terminou a sessão em baixa de 0,22%, cotado a R$ 5,336. Ibovespa subiu e bateu o décimo recorde consecutivo

atualizado

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1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil (B3) - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O dólar operava em queda nesta segunda-feira (10/11), com os investidores repercutindo os novos dados do Relatório Focus, que reúne as expectativas do mercado financeiro sobre os indicadores econômicos, e à espera da publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ainda no front doméstico, o mercado aguarda declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que cumpre agenda em São Paulo nesta segunda-feira e concede uma entrevista à CNN Brasil. No exterior, as atenções estão voltadas ao possível fim do shutdown – a paralisação de diversas áreas do governo dos Estados Unidos.

Depois de cravar dez recordes consecutivos, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), bateu a marca de 155 pontos pela primeira vez na história, logo no início do pregão.


Dólar

  • Às 16h32, o dólar caía 0,55%, a R$ 5,307.
  • Mais cedo, às 13h42, a moeda norte-americana recuava 0,29% e era negociada a R$ 5,321.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,324. A mínima é de R$ 5,304.
  • Na sexta-feira (7/11), o dólar terminou a sessão em baixa de 0,22%, cotado a R$ 5,336.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,81% em novembro e de 13,65% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa operava em alta no primeiro pregão da semana.
  • Às 16h35, o indicador avançava 0,74%, aos 155,1 mil pontos.
  • Durante o pregão, o Ibovespa renovou sucessivamente seu recorde histórico, cravando 155.601,16 pontos.
  • No último pregão da semana passada, o indicador fechou em alta de 0,47%, aos 154 mil pontos. Foi o décimo recorde consecutivo, a maior série de altas desde 1994.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 3,02% no mês e de 28,08% no ano.

Relatório Focus

O principal destaque deste início de semana é a divulgação do novo Relatório Focus, do Banco Central (BC), que reúne as projeções do mercado financeiro sobre a economia brasileira neste e nos próximos anos.

Após cinco revisões consecutivas, o mercado financeiro estabilizou a projeção de inflação para 2025 em 4,55% ao ano. Há 4 semanas, a estimativa do mercado era de 4,72% ao ano.

A meta para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, é de 3%, com um intervalo que vai de 1,5% a 4,5%. Ou seja, mesmo com o corte na estimativa, os analistas ainda esperam que a inflação estoure o teto da meta.

Para os economistas consultados pelo BC, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá crescer 2,16%, o mesmo projetado na semana passada.

Para 2026, a previsão de crescimento da economia se manteve em 1,78%. Para 2027, a estimativa saiu de 1,9% para 1,88%.

Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 15% ao ano em 2025.

Ata do Copom

Nesta semana, as atenções dos investidores se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Copom, que manteve a taxa básica de juros (Selic) inalterada, em 15% ao ano. A ata do Copom será divulgada na manhã de terça-feira (11/11).

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O atual patamar da taxa de juros no Brasil, de 15% ao ano, é o maior em quase duas décadas, desde 2006. O país também é o vice-líder no ranking global das maiores taxas reais de juros do mundo.

A taxa real de juros é resultante da taxa nominal de juros descontada a inflação no período. De acordo com os dados da consultoria MoneYou, os juros reais da economia brasileira estão atualmente em 9,74% ao ano, ante 17,8% da Turquia e 9,1% da Rússia.

No ranking do juro nominal, o Brasil aparece na quarta colocação, atrás de Turquia (39,5%), Argentina (29%) e Rússia (16,5%).

Haddad em São Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), segue em São Paulo nesta segunda-feira – depois de ter deixado Belém (PA) na semana passada rumo à capital paulista, para participar do velório do amigo Paulo Frateschi, ex-deputado estadual pelo PT, morto aos 75 anos.

Haddad concede uma entrevista, nesta tarde, à CNN Brasil. Segundo o Ministério da Fazenda, o chefe da equipe econômica a Brasília retornará a Brasília na terça-feira pela manhã.

Na semana passada, ainda antes do anúncio da manutenção da taxa de juros em 15% ao ano pelo Copom, Haddad voltou a defender a queda da Selic.

“Não tem como manter 10% de juro real, já que a inflação é de 4,5%. Eu tenho alergia à inflação, mas é uma questão de razoabilidade. A dose do remédio pode virar veneno. Há pouca diferença na dose para transformar o remédio em veneno”, alertou Haddad sobre a taxa de juros no país.

“Podemos terminar o mandato com indicadores econômicos muito superiores. Não precisamos pagar juros tão altos. Isso afeta até a capacidade de produção do país”, criticou o ministro da Fazenda.

Shutdown perto do fim?

Nos EUA, cresce a expectativa pelo fim do shutdown, a paralisação de diversos setores do governo norte-americano, que já é a maior da história do país.

Um grupo de senadores do Partido Democrata, de oposição ao governo do presidente Donald Trump, concordou em apoiar um possível acordo que garanta o financiamento de alguns departamentos e agências da máquina governamental.

Segundo os termos do acordo, o Congresso dos EUA aprovaria o financiamento integral para os departamentos de Agricultura, Assuntos de Veteranos e para o próprio Legislativo, além de financiar outras agências. O projeto asseguraria o pagamento de funcionários públicos em licença não remunerada, retomaria os repasses federais retidos para estados e municípios e reintegraria os funcionários de agências que foram demitidos durante o shutdown.

Balanços

O primeiro dia de negociações da Bolsa na semana também reserva a divulgação de balanços financeiros de empresas brasileiras.

Entre os destaques das companhias que divulgam seus resultados do terceiro trimestre de 2025, estão Natura, Hidrovias do Brasil, Itaúsa, MRV Engenharia e Sabesp.

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