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Negócios

Dólar cai com investidor mantendo um olho nos juros e outro no Irã

Moeda americana apresenta, às 10h05, queda de 0,27%, cotada a R$ 5,07. Ibovespa iniciou pregão em alta de 0,53%

17/06/2026 10:15, atualizado 17/06/2026 10:48
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Getty Images
Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (17/6) estável, com pequenas variações nos dois sentidos: leves altas e baixas. Mas, às 10h05, a moeda americana caía 0,27%, cotada a R$ 5,07. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), deu a largada no pregão em alta de 0,53%, aos 170,5 mil pontos.

O mercado aguarda, com cautela nesta “Superquarta”, as definições dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil sobre o novo patamar das taxas básicas de juros dos dois países.

Os investidores também mantêm um olho no quadro geopolítico, esperando pelos desdobramentos sobre o anunciado acordo entre Estados Unidos e Irã.

Apesar do avanço das negociações, o presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar Teerã. O republicano disse que retomará os bombardeios contra os iranianos caso não goste do acordo preliminar, cuja assinatura está prevista para sexta-feira (19/6), em Genebra, na Suíça.

Petróleo

Outra indicação de que os dias seguem tensos nas relações EUA-Irã é o preço do petróleo. Eles sobem na sessão. Às 10h45, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, registrava alta de 1,37%, a US$ 80,04. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava 0,87%%, a US$ 76,71.

Prévia do PIB

No cenário interno, o mercado acompanhou na manhã desta quarta-feira a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril, ele registrou alta de 0,52% na comparação mensal dessazonalizada, número um pouco abaixo da expectativa do mercado, que era de 0,60%.

Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras (Ancord), afirma que, apesar do crescimento menor do que o esperado, o indicador mensal do BC ainda mostra uma “economia resiliente”. “O principal motor continua sendo a indústria, que teve um desempenho forte no período, acompanhada pelos serviços, que seguem sustentando a atividade”, diz. “O agro também contribui, mas em menor intensidade.”

Spyer considera “um detalhe importante” da divulgação do BC o fato de o número de março ter sido revisado de forma significativa. “De uma queda de 0,67%, ele passou para uma retração bem menor, de 0,18%, o que suaviza a desaceleração observada”, afirma.

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