Dólar abre em queda mesmo com tensão EUA-China e fiscal no Brasil

Moeda americana registra pequeno recuo de 0,10%, cotada a R$ 5,46, o que indica estabilidade no câmbio. Na véspera, ela subiu 0,14%

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar abriu estável em relação ao real nesta quarta-feira (15/10). Às 9h50, ele registrava leve queda de 0,10%, cotado a R$ 5,46. Como a variação é pequena, ela indica estabilidade do câmbio.Na véspera, a moeda americana registrou pequena alta de 0,14%.

Seguem no radar dos investidores nesta novos desdobramentos das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A disputa recrudesceu na semana passada e, desde então, oscila entre picos de ataques e momentos de relativa calmaria.

Na sexta-feira (10/10), o governo do presidente Donald Trump ameaçou taxar em 100% os produtos importados chineses. Dois dias depois, porém, disse que “tudo vai ficar bem” e os EUA “não querem prejudicar a China”.

Na terça-feira (14/10), no entanto, houve novo ataque. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou os chineses de enfraquecer a economia global ao anunciar restrições à exportação de terras raras, usadas na produção de itens de tecnologia, como semicondutores.

Livro Bege

O mercado também aguarda discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a divulgação do Livro Bege, nesta quarta-feira. O documento preparado pelo Fed compila informações econômicas, além da percepção de agentes econômicos, e é usado como base para as decisões de política monetária no país. A expectativa é de que ele fortaleça a decisão de novos cortes de juros nos EUA.

No Brasil

No cenário interno, o mercado também está de olho na reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ocorre na manhã desta quarta feira. O tema central da pauta é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer tempo para negociar medidas que recomponham as receitas perdidas com a queda da Medida Provisória 1.303, alternativa ao IOF, derrubada na semana passada pela Câmara dos Deputados.

A questão fiscal, que trata da relação entre receitas e despesas do governo federal, tem sido uma fonte de volatilidade permanente no mercado. A LDO é o conjunto de diretrizes e regras que ditam como o governo federal deverá gastar o Orçamento do ano seguinte. A proposta é enviada pelo Palácio do Planalto, normalmente, no primeiro trimestre do ano anterior ao que se refere o projeto.

Vendas do comércio

As vendas do comércio voltaram a subir em agosto. O avanço foi de 0,2% em relação a julho, após quatro meses seguidos de queda. A informação é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com agosto de 2024, a alta foi de 0,4%, No ano, ficou em 1,6% e, no acumulado em 12 meses, o avanço chegou a 2,2%, a menor taxa de crescimento desde janeiro de 2024. Os dados reforçam a leitura de desaceleração da economia em 2025.

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