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Negócios

Diretora do FMI elogia BC e alerta para risco de inflação persistente

Segundo Gita Gopinath, que participou de evento promovido pelo BC, "ainda não acabou a luta contra a inflação"

17/05/2023 11:35, atualizado 17/05/2023 18:52
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Yoshiakazu Tsuno/Gamma-Rapho via Getty Images
Imagem colorida de Gita Gopinath, do FMI

A subdiretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, afirmou nesta quarta-feira (17/5) que o mundo ainda sofre com os riscos de uma inflação persistente.

Ao participar de uma conferência anual promovida pelo Banco Central (BC), Gopinath elogiou a atuação da autoridade monetária para controlar a inflação no país.

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“O mercado financeiro está otimista e acredita que a inflação cairá rápido, mas ela pode persistir mais e taxas de juros podem subir”, afirmou Gopinath. “Ainda não acabou a luta contra a inflação. As taxas de juros estão altas. Eles precisam, às vezes, até aumentar mais em alguns países. É importante ter em mente que existem riscos.”

A subdiretora-geral do FMI destacou o fato de que as projeções de inflação estão “voltando para dentro da meta dos bancos centrais”, mas disse que ainda é necessário manter a vigilância.

“Muito antes de outros países, o Brasil percebeu que a persistência da inflação poderia vir dos altos níveis da demanda. Foi um dos primeiros países a elevar a taxa básica de juros”, disse a executiva do FMI.

Em seu pronunciamento, Gopinath afirmou ainda que, atualmente, “o risco de termos uma inflação mais alta no mundo é maior do que no passado”. “A inflação pode ser controlada com política monetária. É importante usar esses instrumentos”, afirmou.

Ainda segundo Gopinath, a ação da política monetária “depende das expectativas de inflação”. “É importante preservar a credibilidade dos bancos centrais para que as expectativas sejam ancoradas”, afirmou.