Defasagem do preço do diesel sobe para 72% e a da gasolina, para 43%
Segundo Abicom, valor teria de aumentar R$ 2,34, no caso do diesel, e R$ 1,10, no da gasolina, para eliminar disparidade com mercado global
atualizado
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A defasagem dos preços praticados no Brasil do diesel e da gasolina, na comparação com o mercado mundial, voltou a aumentar nesta sexta-feira (13/3). Ela foi ampliada depois da alta da cotação do petróleo na véspera, que superou a marca dos US$ 100 por barril.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média dos preços nos polos da Petrobras é de 72% para o diesel e de 43% para a gasolina. Na quinta-feira (12/3), esses números eram, respectivamente, de 50% e 29%. No início desta semana, eles atingiram um patamar recorde: 85% e 49%.
Considerada a diferença de 72% do diesel, segundo a Abicom, o equilíbrio do preço com o mercado mundial exigiria um aumento de R$ 2,34 do litro do combustível. No caso da gasolina, esse valor seria de R$ 1,10. Essas quantias e percentuais consideram a cotação em cinco polos da Petrobras e não incluem Aratu, refinaria operada pela Acelen, a única empresa privada de grande porte do setor.
Nesta sexta-feira, contudo, a cotação internacional do petróleo iniciou o dia em baixa. Às 9h15, o barril do tipo Brent, a referência para o mercado mundial, registrava queda de 1,57%, a US$ 98,8. Mantida essa tendência, a defasagem dos preços diminuirá ao longo do dia.
