Consumo em lares brasileiros cresce 3,2% em março, diz Abras
Segundo Abras, resultado se deveu à antecipação das compras para a Páscoa e ao chamado “efeito-calendário” de fevereiro, mês com menos dias
atualizado
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O consumo nos lares brasileiros fechou o mês de março de 2026 registrando alta de 3,2%, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (23/4) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Foi o melhor resultado para o mês, na base de comparação anual, desde 2023. Já na comparação com o mês anterior, o crescimento foi de 6,21%.
No primeiro trimestre deste ano, o consumo nos lares do país registrou alta acumulada de 1,92%.
Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Valor da Cesta Abrasmercado
De acordo com o levantamento, o valor da Cesta Abrasmercado, que conta com 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza), teve uma alta de 2,2% em março, ficando em R$ 820,54 na média nacional.
O aumento em março foi o maior do primeiro trimestre, de acordo com a Abras. Em janeiro, houve retração de 0,16% e, em fevereiro, alta de 0,47%.
O que diz a Abras
Segundo a Abras, o resultado registrado em março deste ano se deve, entre outros fatores, à antecipação das compras para a Páscoa e ao chamado “efeito-calendário” de fevereiro – mês com menor número de dias. Uma parte significativa do consumo se concentrou na última semana de março.
A Abras observa ainda que os dados do mês passado refletem um momento de maior disponibilidade de renda para os brasileiros, com a liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, além de restituições do Imposto de Renda (IR) e pagamentos do INSS.
“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, comentou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, em entrevista coletiva.
“A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para alimentos”, completou Milan.
