Com queda nas vendas, ações da Nike desabam ao menor nível em 10 anos
Por volta das 14h45 (pelo horário de Brasília), a ação da Nike negociada na Bolsa de Nova York desabava 14,29%, cotada a US$ 45,27
atualizado
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As ações da Nike, gigante norte-americana de artigos esportivos, registravam forte queda no pregão desta quarta-feira (1º/4) da Bolsa de Valores de Nova York, recuando ao menor nível em uma década.
O tombo dos papéis da companhia é reflexo do anúncio feito pela própria Nike de que espera uma redução em suas vendas para os próximos meses, principalmente por causa da diminuição de cerca de 20% na demanda por seus produtos na China.
Por volta das 14h45 (pelo horário de Brasília), a ação da Nike negociada na Bolsa de Nova York desabava 14,29%, cotada a US$ 45,27.
Vendas e receita devem cair
Nessa terça-feira (31/3), a companhia informou que a nova estimativa de vendas para o próximo trimestre aponta para uma queda de 2% a 4%.
Com isso, reconheceu a Nike, as receitas da empresa podem cair em 2026, também na faixa entre 2% e 4%, na comparação com o ano passado.
O que diz a Nike
Apesar da diminuição das vendas e da possível queda de receita, a Nike afirmou que os lucros devem permanecer “estáveis” neste ano.
“Podemos experimentar uma volatilidade não planejada devido à interrupção no Oriente Médio, aumento dos preços do petróleo e outros fatores que podem impactar tanto os custos de insumos quanto o comportamento do consumidor”, explicou o diretor financeiro da empresa, Matthew Friend.
No trimestre móvel encerrado em fevereiro, as receitas da Nike ficaram estáveis em US$ 11,3 bilhões, levemente acima das estimativas do mercado. As vendas da companhia na América do Norte, por sua vez, aumentaram 3%, mas recuaram 7% na China.
O lucro líquido da Nike no trimestre móvel encerrado em fevereiro foi de US$ 520 milhões, superando a média das projeções dos analistas.
