Com guerra, barril do petróleo pode ir a US$ 175, diz CEO da United
Para executivo, conflito no Oriente Médio causa a maior crise no setor desde a Covid e preço da commodity ficará acima de US$ 100 até 2027
atualizado
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Em carta divulgada aos funcionários na sexta-feira (19/3), o CEO da United Airlines, Scott Kirby, traça um cenário no mínimo catastrófico para o impacto do aumento do petróleo no setor – e, por extensão, na economia global. Para ele, o barril da commodity pode atingir US$ 175 durante a guerra no Oriente Médio (hoje, oscila próximo de US$ 105; antes dos confrontos, estava em cerca de US$ 70).
Há mais. Para Kirby, a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã já causou a maior perturbação na indústria da aviação desde a pandemia da Covid-19. Nesse contexto, os preços do combustível para jatos mais do que dobraram em três semanas. Mantidos no atual patamar, eles representam um acréscimo de US$ 11 bilhões em custos anuais. Para piorar, a estimativa da empresa é de que os valores permaneçam elevados (com o barril acima de US$ 100) até 2027.
A carta diz que a United gastou US$ 11,4 bilhões em combustível no ano passado. Isso significa que os preços atuais podem elevar essa despesa para mais de US$ 20 bilhões neste ano.
Na prática, a crise energética já se traduz em um número menor de voos em horários de menor movimento. Nesse caso, encaixam-se as viagens noturnas, assim como às terças, quartas e sábados durante o segundo e terceiro trimestres. A United também reduzirá a capacidade no hub do aeroporto O’Hare de Chicago e suspenderá os voos de Tel Aviv e Dubai, bombardeados pelo Irã.
