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Mundo

Trump ameaça destruir usinas do Irã se Ormuz não for reaberto em 48h

Trump diz em rede social que irá “obliterar” o país persa diante do impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial

21/03/2026 22:33, atualizado 21/03/2026 23:33
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Aaron Schwartz/Getty Images
WASHINGTON, DC - FEBRUARY 20: U.S. President Donald Trump speaks during a press briefing held at the White House February 20, 2026 in Washington, DC. The U.S. Supreme Court today ruled against Trump’s use of emergency powers to implement international trade tariffs, a central portion of the administration’s core economic policy. (Photo by Aaron Schwartz/Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (21/3) que irá destruir as usinas do Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz em até 48 horas.

“Se o Irã não abrir totalmente, sem ameaça, o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas a partir deste momento, os Estados Unidos da América vão atingir e destruir suas diversas usinas de energia, começando pela maior. Obrigado pela atenção a este assunto”, declarou Trump em sua rede social, Truth Social.

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, e por passa cerca de 20% do petróleo produzido mundialmente. Ele fica entre o Irã, ao norte, e Omã, ao sul.

Imagem colorida, estreito de ormuz
O Estreito de Ormuz é o principal rota marítima do petróleo do mundo

A região foi fechada pelo país persa após a escalada do conflito no Oriente Médio, como resposta às ações militares dos EUA e de Israel.

Navios petroleiros atravessam diariamente o estreito para levar petróleo de países como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos para o resto do mundo.

Escalada no conflito

A ameaça de Trump surge em um dia de ataques crescentes do Irã contra Israel. Mísseis iranianos atingiram as cidades de Arad e Dimona, no sul do país, neste sábado, e deixaram mais de 100 feridos.

Após os ataques sofridos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país está “determinado a continuar atacando” inimigos “em todas as frentes”, mas descreveu o episódio como “uma noite muito difícil”.

“Esta é uma noite muito difícil na luta pelo nosso futuro. Há pouco tempo, falei com o prefeito de Arad, Yair Ma’ayan, e pedi que transmitisse, em nome de todos os cidadãos de Israel, nossas orações pela recuperação dos feridos”, disse o primeiro-ministro em publicação no X.