Com emprego mais forte que o esperado nos EUA, Bolsa e dólar caem

Pouco depois da divulgação de dados de emprego nos EUA, o Ibovespa recuava 0,49%, de volta ao patamar dos 130 mil pontos. Dólar oscilava

atualizado

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1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil (B3) - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, operava em baixa na manhã desta sexta-feira (5/1), na abertura do último pregão da semana, com os investidores repercutindo a divulgação dos dados oficiais de emprego nos Estados Unidos referentes a dezembro de 2023.

Por volta das 10h45, pouco depois de o Departamento do Trabalho do governo americano divulgar os dados, o Ibovespa recuava 0,49%, de volta ao patamar dos 130 mil pontos (130.578,83).

No dia anterior, já em meio à preocupação do mercado com a taxa de juros nos EUA, o índice fechou despencou 1,21%, aos 131,2 mil pontos. Com o resultado, a Bolsa acumula perdas de 2,21% na semana.

Mercado de trabalho forte nos EUA

Os Estados Unidos registraram a criação de 216 mil novas vagas de emprego fora do setor agrícola em dezembro de 2023. O resultado do chamado “payroll” veio bem acima das expectativas da maioria dos analistas e indica que o mercado de trabalho nos EUA segue resiliente.

O consenso Refinitiv, que reúne as principais projeções do mercado, estimava a abertura de 170 mil vagas.

A força do mercado de trabalho nos EUA é um dos componentes considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) para definir a taxa de juros e esfriar a demanda na economia para combater a inflação.

Analistas temem que uma possível aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a uma demora ainda maior para o Fed iniciar o ciclo de queda da taxa de juros. Nesse sentido, a criação de vagas acima das expectativas é interpretada como uma notícia negativa.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária do Fed, a taxa de juros foi mantida no patamar de 5,25% a 5,5% ao ano – a maior em 22 anos.

Na ata do Fed, divulgada nesta semana, os investidores esperavam encontrar “pistas” sobre o que a autoridade monetária americana planeja para os juros em 2024.

O tom foi considerado mais duro e conservador do que se esperava, em uma tentativa da autoridade monetária de conter o otimismo exagerado em relação ao possível início do ciclo de queda da taxa de juros.

A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para desaquecer a atividade econômica, além de combater a inflação.

Dólar

O dólar, por sua vez, operava com forte volatilidade na manhã desta sexta.

Por volta das 10h50, depois de alternar altas e baixas, a moeda americana recuava 0,12% e era negociada a R$ 4,902.

Na véspera, o dólar teve queda de 0,15%, cotado a R$ 4,907. Com o resultado, acumula ganhos de 1,13% nesta semana.

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