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Bradesco decide acabar com home office para 900 funcionários em 2026

“A definição da rotina é orientada pela liderança de cada área, que estabelece a matriz ideal de dias presenciais e remotos”, diz o Bradesco

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Imagem colorida da fachada de uma unidade do Bradesco, com o logotipo do banco em destaque - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida da fachada de uma unidade do Bradesco, com o logotipo do banco em destaque - Metrópoles - Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O Bradesco, um dos maiores bancos do país, decidiu encerrar o modelo de trabalho remoto (“home office”) para quase 900 funcionários a partir de janeiro de 2026.

A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e confirmada pela instituição financeira. Em princípio, a medida é válida para duas áreas específicas do banco.

No departamento de investimentos do Bradesco, 844 funcionários terão de retornar aos escritórios a partir do dia 2 de janeiro do ano que vem. A tesouraria, por sua vez, terá 50 profissionais em regime 100% presencial. Todos os cargos atingidos pela mudança estão locados em São Paulo (SP) e na região de Osasco (SP).

O que diz o Sindicato dos Bancários

Por meio de nota, o sindicato informou que “acompanha de perto o processo e reforça que qualquer retorno presencial deve ocorrer com condições estruturais e organizacionais adequadas, garantindo saúde, segurança e qualidade de trabalho para todos”.

A entidade convocou uma plenária com os trabalhadores do Bradesco para o dia 9 de dezembro, a partir das 19 horas.

“Esta mudança causa impactos enormes na rotina e na qualidade de vida destes bancários, que, de forma justa, estão indignados com a mudança, uma péssima notícia neste final de ano para eles e suas famílias”, afirmou a presidente do sindicato, Neiva Ribeiro.

“O sindicato quer ouvir estes bancários e, juntos, definir os próximos passos de um movimento de mobilização, que pressione o banco a negociar. Portanto, é de fundamental importância a participação de todos os trabalhadores impactados na plenária”, completou a dirigente sindical.

Segundo informações do próprio sindicato, a informação sobre a mudança no modelo de trabalho deixou os bancários “insatisfeitos”. “Muitos não batem o ponto e podem trabalhar de qualquer lugar. O banco sabe que os trabalhadores são comprometidos, mas quer ter o controle total sobre seus funcionários”, disse o dirigente sindical Vanderlei Alves, que é bancário do Bradesco.

Em comunicado publicado em seu site, o Sindicato dos Bancários diz ainda que “está à disposição de todos os funcionários do Bradesco para receber relatos de problemas estruturais ou qualquer transtorno decorrente da mudança no regime de trabalho”.

O que diz o Bradesco

Procurado pela reportagem do Metrópoles, o Bradesco informou que “cerca de 50% dos mais de 82 mil funcionários trabalham de forma híbrida”.

“A definição da rotina é orientada pela liderança de cada área, que estabelece a matriz ideal de dias presenciais e remotos com base nas especificidades operacionais. O Bradesco busca sempre um equilíbrio entre o presencial e o remoto, com foco na produtividade e no bem-estar das pessoas”, afirma o banco.

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