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Bolsas da Europa fecham sem direção única com EUA, China e Powell

O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas da Europa listadas em bolsas, fechou em queda de 0,37%, aos 564 pontos

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Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles
1 de 1 Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles - Foto: Helmut Fricke/picture alliance via Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam sem direção única nesta terça-feira (14/10), em meio a uma nova escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China, as duas maiores potências econômicas do planeta.

Os investidores dos mercados europeus também repercutiram as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, que lembrou que a inflação norte-americana continua acima da meta de 2% ao ano.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em queda de 0,37%, aos 564 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX terminou o dia recuando 0,62%, aos 24,2 mil pontos.
  • Em Paris, o CAC 40 registrou perdas de 0,18%, aos 7,9 mil pontos.
  • Por outro lado, em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em leve alta, de 0,1%, aos 9,4 mil pontos.
  • O Ibex 35, de Madri, também fechou em alta: 0,29%, aos 15,5 mil pontos.

Guerra comercial entre EUA e China

Os investidores continuam monitorando a escalada nas tensões comerciais e diplomáticas entre EUA e China.

No domingo (12/10), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que quer “ajudar e não prejudicar a China”, apenas dois dias depois de impor tarifas de 100% sobre produtos chineses. Em publicação na Truth Social, rede social do republicano, Trump também disse que o líder chinês, Xi Jinping, “teve um momento ruim” com o aumento tarifário e que ele “não quer a depressão do seu país”, referindo-se a possíveis retaliações econômicas de Pequim.

Mais cedo, o porta-voz do Ministério do Comércio da China disse que “se os EUA persistirem em agir unilateralmente, a China tomará de forma resoluta as medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos” e que “recorrer a ameaças de tarifas altas não é a maneira correta de se envolver com a China”.

O anúncio de Trump sobre as tarifas ocorreu após o governo chinês divulgar uma série de controles de exportação sobre terras raras, baterias de lítio e materiais superduros, insumos essenciais para a produção de eletrônicos e produtos tecnológicos – uma área crítica para Trump, que chamou a medida de “extraordinariamente agressiva”.

Na sexta-feira, Trump anunciou que seu governo vai impor uma tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos importados da China, em resposta ao que chamou de “posição extraordinariamente agressiva” adotada por Pequim no comércio internacional. A medida deve entrar em vigor em 1º de novembro, mesma data prevista para o início de novas restrições comerciais impostas pela China.

Nesta terça-feira, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Pequim prejudica a economia global ao restringir a exportação de terras raras.

Powell faz alerta sobre inflação nos EUA

Em um discurso duro no qual deu poucas “pistas” sobre a trajetória futura da taxa básica de juros, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a inflação no país continua acima da meta e exigindo cuidado por parte da autoridade monetária.

No evento, Powell disse ainda que “há risco de que o lento repasse das tarifas comerciais comece a parecer uma inflação persistente”, o que exigiria cautela do BC norte-americano.

Ainda segundo o presidente do Fed, o mercado de trabalho nos EUA “está mostrando riscos negativos bem significativos”, com claros sinais de desaceleração na criação de vagas e uma demanda por mão de obra “se movendo um pouco mais rápido do que a oferta”.

“Se agirmos muito rapidamente, podemos deixar o trabalho contra a inflação inacabado”, alertou Powell.

O chefe do BC dos EUA afirmou também que o objetivo da autoridade monetária é levar a inflação de volta à meta de 2% ao ano, “sem causar danos desnecessários ao emprego”. “Nossas decisões são tomadas reunião a reunião, com base na evolução dos dados e no balanço de riscos entre crescimento, emprego e preços”, explicou.

“Os dados mostram que o aumento dos preços de bens reflete, principalmente, as tarifas, e não pressões inflacionárias mais amplas”, disse Powell.

Em agosto, a inflação nos EUA ficou em 2,9% base anual, acima da meta de 2% buscada pelo Fed e levemente maior do que no início do ano.

Atualmente, a taxa de juros da economia norte-americana está situada no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano – depois de um corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, em setembro.

A expectativa da maioria dos analistas do mercado é a de que o BC dos EUA promova mais dois cortes de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim deste ano. As próximas reuniões do Fomc acontecem nos dias 28 e 29 de outubro e 9 e 10 de dezembro.

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