Apesar de “tarifaço”, bolsas da Europa sobem com alívio da inflação

O índice Stoxx 600, das 600 maiores empresas da Europa listadas em bolsas, encerrou o pregão em alta de 1,08%, aos 539,6 pontos

atualizado

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bandeiras da união europeia em frente a predio
1 de 1 bandeiras da união europeia em frente a predio - Foto: Getty Images

Apesar dos temores relacionados ao anúncio de uma nova rodada de tarifas comerciais do governo dos Estados Unidos, previsto para quarta-feira (2/4), os principais índices das bolsas de valores na Europa fecharam em alta no primeiro pregão de abril.

O resultado refletiu o bom humor do mercado após a divulgação dos dados de inflação na zona do euro em março. Na base de comparação anual, o Índice de Preços ao Consumidor ficou em 2,2%, ante 2,3% do mês anterior, dentro das estimativas dos analistas.

Na comparação mensal, a inflação na zona do euro foi de 0,6%.


Principais índices

  • O índice Stoxx 600, das 600 maiores empresas europeias listadas em bolsas, encerrou o pregão em alta de 1,08%, aos 539,6 pontos.
  • Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou com ganhos de 0,61%, aos 8,6 mil pontos.
  • Em Frankfurt, o DAX subiu 1,7%, aos 22,5 mil pontos.
  • Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 avançou 1,1%, aos 7,8 mil pontos.

Decisão sobre juros

Após a divulgação dos dados de inflação na Europa, os investidores avaliam quais serão os próximos passos do Banco Central Europeu (BCE) em relação à taxa de juros. A autoridade monetária do bloco se reúne neste mês.

A meta de inflação na zona do euro é de 2% ao ano. Em sua última reunião, em março, o BCE diminuiu os juros básicos em 0,25 ponto percentual, de 2,75% para 2,5%.

A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para conter a inflação.

Europa reagirá às tarifas

A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira que a União Europeia (UE) tem um “plano forte” para retaliar as tarifas impostas por Donald Trump. No entanto, ela destacou que o bloco prefere negociar com os EUA do que ampliar a guerra comercial.

Ao se dirigir ao Parlamento Europeu, Ursula Von der Leyen disse que os próximos setores a enfrentar tarifas seriam semicondutores, produtos farmacêuticos e madeira. A dirigente afirmou ainda que muitos europeus se sentiram “completamente desanimados” com os anúncios dos EUA.

“A Europa não começou esse confronto. Não queremos necessariamente retaliar, mas, se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos”, concluiu Ursula.

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