Alckmin: “Foi dado passo importante com gesto do presidente Trump”

Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), “o presidente Lula sempre defendeu o diálogo e a negociação” com os EUA sobre as tarifas

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1 de 1 Imagem de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - Metrópoles - Foto: Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) voltou a celebrar, nesta sexta-feira (26/9), o aceno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em entrevista coletiva após participar da inauguração do novo hangar da Latam, em São Carlos (SP), Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, classificou o gesto do líder norte-americano como “um passo importante” nas negociações entre EUA e Brasil sobre o tarifaço comercial imposto pela Casa Branca a grande parte dos produtos brasileiros exportados ao país.

“Dos dez produtos que eles [EUA] mais exportam para nós, oito não pagam imposto. É zero. Foi dado um passo importante com o gesto do presidente Trump e do presidente Lula”, disse Alckmin.

“Agora vamos dar os novos passos para a gente poder avançar ainda mais e fazer um ganha-ganha, que é o que deve ser comércio exterior”, defendeu o vice-presidente.

Segundo Alckmin, “o presidente Lula sempre defendeu o diálogo e a negociação”. “Essa sempre foi a postura do Brasil”, observou. “Vamos trabalhar para reduzirmos essa alíquota e, de outro lado, excluir o máximo que a gente puder de produtos do tarifaço. Foi dado um passo importante.”

“Vamos trabalhar para reduzirmos essa alíquota e, de outro lado, para excluir o máximo de produtos que a gente puder do tarifaço”, complementou.

A influência do setor empresarial

Alckmin foi questionado sobre a participação dos empresários na costura junto ao governo dos EUA para que fosse aberta uma brecha de negociação entre Lula e Trump sobre as tarifas de 50% aplicadas ao Brasil.

Sem citar nomes de empresários ou de empresas específicos, Alckmin afirmou que “o setor empresarial e produtivo brasileiro trabalhou junto com o governo”.

“É o empresariado brasileiro e também o americano. Devemos destacar o trabalho da Amcham Brasil [Câmara Americana de Comércio para o Brasil] e da US Chamber [Câmara Americana de Comércio]. Vamos agora dar outros passos. Há espaço para o bom entendimento”, completou.

“O Brasil tem 201 anos de amizade e parceria com os EUA. O Brasil não é problema para os EUA, é solução. Se você pegar os países do G20, os EUA só têm superávit na balança comercial com Reino Unido, Austrália e Brasil, e esse superávit é crescente”, concluiu Alckmin.

O aceno de Trump a Lula

Após o aceno de Trump a Lula na ONU, a expectativa é que os dois presidentes conversem na próxima semana, por telefone ou videoconferência – as chances de um encontro presencial são consideradas remotas.

“Nós o vimos, eu o vi. Ele me viu e nos abraçamos. E, então, eu disse: ‘Você acredita que vou falar em apenas dois minutos?’ Na verdade, combinamos de nos encontrar na semana que vem. Não tivemos muito tempo para conversar, uns vinte segundos e pouco, pensando bem”, disse Trump em seu discurso na ONU.

A Casa Branca aplicou tarifas de 50% sobre alguns produtos brasileiros em decorrência do que Trump chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alvo de ações no Judiciário. “Estou muito insatisfeito com isso. Eu conheço o presidente Bolsonaro, não tão bem, mas o conheço como líder de um país”, afirmou Trump.

Apesar disso, durante discurso na ONU, o republicano voltou a afirmar que as taxas aplicadas contra o Brasil são uma forma de defender os interesses norte-americanos. “O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades de cidadãos americanos e de outros países, com censura, repressão”, completou Trump.

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