Alckmin fala em déficit zero e alfineta Paulo Guedes: “Chicago Boy”

Vice-presidente Geraldo Alckmin esteve em ato organizado por movimentos de esquerda em defesa da soberania nacional na noite desta 2ª feira

atualizado

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Imagem colorida do ministro da Indústria e Comércio e vice-presidente, Geraldo Alckmin
1 de 1 Imagem colorida do ministro da Indústria e Comércio e vice-presidente, Geraldo Alckmin - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), aproveitou um ato em defesa da soberania nacional, realizado em São Paulo, nesta segunda-feira (15/9), para tecer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e exaltar diferenças da gestão anterior com o governo atual.

Alckmin afirmou que, atualmente, se discute a possibilidade de o país alcançar o déficit primário zero, como prevê o arcabouço fiscal, enquanto no governo anterior, na gestão do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, o Brasil teve quase 10% de déficit.

“Hoje, se discute na imprensa o déficit zero. Nós tivemos com o Paulo Guedes, Chicago Boy, 10% de déficit primário. O Brasil gastou 10% a mais do PIB, não pagando dívida. ‘Foi Covid’. Covid teve no mundo inteiro. No México também teve Covid. E o déficit foi 0,5%. Aqui foi 9,8%”, disse Alckmin.

O vice-presidente esteve presente no ato público organizado pelo grupo Direitos Já pela Democracia, surgido em 2019, após a vitória de Jair Bolsonaro à Presidência da República.  O encontro ocorreu no Teatro Tuca, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na zona oeste de São Paulo.

Em seu discurso, que encerrou o evento, Alckmin fez diversas comparações entre os governos Lula e Bolsonaro e aproveitou para lembrar a gestão da pandemia no governo anterior.

” Se a gente olhar tudo que ocorreu no governo anterior. Se pegar a saúde: negacionismo, negar vacina. Três coisas mudaram o mundo: água tratada, vacina e antibiótico. Negar a ciência. O resultado? O Brasil que tem 3% da população do mundo, teve 10,5% das mortes na Covid, três vezes a média mundial, mais de 700 mil mortos no Brasil”, disse.

Alckmin ainda condenou a tentativa de golpe de Estado, crime pelo qual Bolsonaro e outros sete réus foram condenados no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se perdendo a eleição tentaram dar o golpe, imagine se tivessem ganho a eleição. E o pior, mesmo fora do governo, continuam trabalhando contra o interesse do povo brasileiro lá fora, espalhando fake news para prejudicar o emprego e prejudicar as empresas no Brasil”, disse o vice-presidente.

Defesa da Soberania

Neste ano, o tema do encontro foi  “Em Defesa da Democracia e da Soberania Nacional”. O evento reuniu lideranças políticas de diferentes partidos, além representantes da sociedade civil, artistas, intelectuais, juristas, magistrados e líderes religiosos.

Além do PT, o evento contou com a presença de representantes de partidos como PSol, PDT, MDB, Solidariedade, PV, PSB, PCdoB e PSDB. Este último foi representado pelo ex-deputado José Aníbal e pelo ex-ministro da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso, Clóvis Carvalho.

Além da defesa da soberania nacional e exaltações à condenação de Bolsonaro no STF, a tônica dos discursos foi a necessidade de o chamado campo democrático fazer frente à estratégia do bolsonarismo de alcançar maioria no Senado.

“Vamos mudar o Congresso Nacional em 2026”, afirmou o ex-ministro José Dirceu (PT), que deve se lançar candidato a deputado federal.

De acordo com o coordenador do grupo Direitos Já, o sociólogo Fernando Guimarães, o campo democrático deve firmar um pacto para lançar apenas dois candidatos ao Senado por estado, como forma de evitar uma fragmentação da “frente ampla” que será montada para rivalizar com o bolsonarismo na disputa pelas cadeiras da Casa.

De acordo com a organização, o movimento manifesta “repúdio à tentativa de ingerência de lideranças estrangeiras nos assuntos internos do país – como o ataque ao Supremo Tribunal Federal por parte de setores internacionais aliados ao extremismo –, e convoca a sociedade brasileira à unidade nacional em defesa do Brasil, de sua democracia e de suas instituições republicanas”.

“Em tempos de reconstrução institucional e crescentes ameaças globais à democracia, nossa missão é mobilizar vozes plurais em torno de princípios fundamentais: soberania popular, justiça social, desenvolvimento sustentável e autodeterminação dos povos”, afirmou o sociólogo Fernando Guimarães Rodrigues.

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