Ações do Banco do Brasil abrem o pregão em queda e entram em leilão

Por volta das 10h10 (pelo horário de Brasília), nos primeiros minutos da sessão, as ações do Banco do Brasil recuavam 2,22%, a R$ 19,41

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Concurso Banco do Brasil - Metrópoles
1 de 1 Concurso Banco do Brasil - Metrópoles - Foto: Reprodução/BB

Observadas com lupa por investidores e analistas do mercado nesta sexta-feira (15/8), as ações do Banco do Brasil (BB) negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) abriram o último pregão da semana em queda firme.

O movimento dos papéis da instituição financeira reflete os dados do balanço financeiro da companhia divulgados na véspera. O BB teve lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, queda de 60,2% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Foi o pior resultado em quase 5 anos.

O balanço financeiro também mostrou que a carteira ampliada de agronegócio da companhia recuou 0,3% entre abril e junho de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com os dados do BB, o valor da carteira diminuiu de R$ 406,2 bilhões para R$ 404,9 bilhões entre o segundo trimestre de 2024 e o segundo trimestre de 2025. Foi a primeira queda em dois anos, desde junho de 2023.


O vaivém das ações do BB

  • Por volta das 10h10 (pelo horário de Brasília), nos primeiros minutos da sessão, as ações do Banco do Brasil recuavam 2,22% e eram negociadas a R$ 19,41.
  • Pouco depois, os papéis da instituição financeira entraram em leilão.
  • O leilão de ações é um mecanismo utilizado pelas bolsas de valores para equilibrar a oferta e a demanda de ações em momentos específicos do pregão. Ele assegura que o preço de uma ação reflita de forma mais precisa o equilíbrio entre compradores e vendedores.
  • Ao saírem do leilão, os papéis do BB ainda operavam em queda, mas menos intensa, recuando 1,71%, a R$ 19,51, às 10h20.
  • Mais tarde, às 11h20, as ações do BB inverteram o sinal e passaram a operar no azul, em alta de 0,55%, a R$ 19,96.
  • As ações do Banco do Brasil acumulam queda de 17,9% neste ano. Em 2024, a desvalorização foi de 13%.

Corte de dividendos

O Banco do Brasil também diminuiu sua projeção para o pagamento de dividendos, de 40% a 45% do payout (percentual do lucro pago como dividendo) para 30%.

De acordo com a instituição financeira, a medida foi tomada com base nos resultados do banco, além das necessidades de caixa, metas e projeções de capital.

Os dividendos são a parcela do lucro líquido que uma empresa distribui aos seus acionistas. Também são chamados de dividendos os rendimentos distribuídos periodicamente pelos fundos imobiliários aos seus cotistas.

A diminuição da taxa de distribuição de dividendos é a primeira desde 2020, no primeiro ano da pandemia de Covid-19. Pouco mais da metade das ações do BB pertence ao governo federal – com isso, os dividendos pagos pela instituição compõem o orçamento anual da União.

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