Ações da Oi desabam na Bolsa após empresa admitir risco de insolvência

Por volta do meio-dia (pelo horário de Brasília), as ações ordinárias da Oi negociadas na Bolsa (B3) despencavam 14,29%, cotadas a R$ 0,24

atualizado

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1 de 1 Imagem de loja da Oi em shopping - Metrópoles - Foto: Diego Herculano/NurPhoto via Getty Images

As ações da Oi negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam forte queda nesta segunda-feira (10/11), após a operadora reconhecer à Justiça que pode entrar em estado de insolvência, em meio às dificuldades para honrar seus passivos.

Por volta do meio-dia (pelo horário de Brasília), as ações ordinárias da companhia despencavam 14,29%, cotados a R$ 0,24. Já as ações preferenciais caíam 10,3%, a R$ 4,18.

De acordo com documento apresentado pela Oi, em petição conjunta com seu gestor judicial, à 7ª Vara Empresarial do Rio, a operadora pode estar impossibilitada de suportar o pagamento de todo o seu passivo extraconcursal e cumprir com o plano de recuperação judicial em vigor.

Na prática, a empresa reconheceu à Justiça que talvez não consiga promover medidas para maximizar seu fluxo de caixa. A dívida extraconcursal é aquela que corre fora do processo de recuperação judicial.

Caso a Justiça decrete a liquidação judicial da Oi, o gestor judicial da companhia (Bruno Rezende) solicitou autorização para que a operadora mantenha suas operações de forma temporária, para assegurar a plena execução de todos os serviços em andamento.

Em setembro, a Justiça determinou o afastamento da antiga administração da Oi e a elaboração de um plano de transição para garantir a continuidade dos serviços prestados pela operadora. Também foi nomeado um interventor para tratar do caso.

A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, ainda suspendeu cobranças contra a Oi, com o objetivo de preservar o caixa da empresa.

Recuperação judicial

Em março de 2023, a Oi entrou em recuperação judicial pela segunda vez. O pedido apresentado à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro foi aceito pelo juiz Fernando Cesar Ferreira Viana, três meses após a conclusão do primeiro processo.

Em sua nova recuperação judicial, a Oi informou ter dívidas de R$ 43,7 bilhões, dos quais o montante de R$ 1 bilhão refere-se a dívidas trabalhistas.

A Oi entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, com dívidas acumuladas de R$ 65 bilhões. O processo foi encerrado apenas em dezembro de 2022, após seis anos.

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