Acima do esperado, PIB dos Estados Unidos cresce 4,4% no 3º trimestre
O resultado veio ligeiramente acima das estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 4,3% no terceiro trimestre
atualizado
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A economia dos Estados Unidos avançou 4,4% no terceiro trimestre do ano passado. É o que mostra a segunda leitura dos dados, divulgada nesta quinta-feira (22/1) pelo Departamento de Comércio do governo norte-americano.
O resultado veio ligeiramente acima das estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 4,3% no terceiro trimestre.
No segundo trimestre de 2025, o PIB dos EUA avançou 3,8%, na base anual (dado revisado). No primeiro trimestre, recuou 0,5%.
De acordo com a primeira leitura, divulgada em dezembro pelo Departamento do Comércio, a economia norte-americana havia crescido 4,3% no período entre julho e setembro do ano passado. O resultado veio bem acima das estimativas de analistas do mercado na ocasião, que projetavam expansão de 3,3% no terceiro trimestre.
Dado é observado pelo Fed
O dado sobre a atividade econômica é um daqueles levados em consideração para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.
Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.
A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.
O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
