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Mundo

Zoe: onda de calor na Espanha é a primeira a ser nomeada no mundo

Nos últimos dias, os termômetros chegaram aos 45ºC no país, com mais de 500 mortes registradas

28/07/2022 14:11
Eric Renom/NurPhoto via Getty Images
Chamas fortes são vistas em florestas na Península Ibérica

A onda de calor que tem impactado a rotina de moradores da Europa ganhou uma classificação. Na Espanha, o fenômeno foi nomeado de “Zoe” pela plataforma promeTEO Sevilla, um programa piloto de classificação.

Nos últimos dias, os termômetros chegaram aos 45ºC no país, com mais de 500 mortes registradas. A classificação Zoe é a mais alta do sistema de categorização do promeTEO. É a primeira vez que uma onda de calor recebe nomenclatura.

No comunicado sobre a denominação, a plataforma alertou a população espanhola, “especialmente a mais vulnerável, da importância de seguir recomendações sanitárias para prevenir uma insolação e permanecer atentos aos sintomas que provocam este tipo de transtorno”.

Segundo a plataforma, a denominação do nome para fenômenos com alto grau de impacto na saúde pode ajudar a população a tomar medidas efetivas para se proteger das altas temperaturas.

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Por isso, as ondas de calor extremo receberão um nome próprio, começando pela última letra do alfabeto espanhol. Além da Zoe, há outras nomenclaturas que serão usadas: Yago, Xenia, Wenceslao e Vega.

“Trata-se de uma chamada de atenção para alertar sobre este fenômeno meteorológico, como se faz há tempos com os furacões, tornados e nevascas intensas”, informou a página.
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Em julho, por exemplo, o Reino Unido viu um dos dias mais quentes de sua história. O calor extremo fez com que viagens de trem e de avião fossem canceladas. A pista do aeroporto de Luton, em Londres, inclusive, se dobrou por causa das altas temperaturas, assim como trilhos por todo o país
De acordo com cientistas do clima, a situação é uma das consequências do aquecimento global, que gera mudanças climáticas e, consequentemente, aumenta a possibilidade de haver superaquecimento em diversas áreas do planeta
Aliás, segundo o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, Met Office, essas alterações climáticas aumentaram em dez vezes a possibilidade da existência de altas temperaturas na Europa, atualmente
Para meteorologistas, o que os europeus estão chamando de “apocalipse de calor” pode ser explicado pela existência de um bloqueio atmosférico. Nesses casos, há uma área de alta pressão atuando, o que impede a formação de nuvens e possibilita a incidência de radiação solar
Além disso, devido ao fato de o verão ser a atual estação no continente, a tendência é que a situação se agrave, de acordo com especialistas. Com o ar estável e a umidade baixa, as chances de chuva são menores. Durante esse período, por sinal, os dias são mais longos e as noites mais curtas na Europa, o que contribuiu o aumento de temperatura
A Europa tem enfrentado uma onda de calor extremo. Países como Portugal, Holanda, Espanha, Inglaterra e França, por exemplo, estão sofrendo com as altas temperaturas que já causaram diversas mortes e têm servido de gatilho para uma série de incêndios florestais
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A Europa tem enfrentado uma onda de calor extremo. Países como Portugal, Holanda, Espanha, Inglaterra e França, por exemplo, estão sofrendo com as altas temperaturas que já causaram diversas mortes e têm servido de gatilho para uma série de incêndios florestais

Eric Renom/NurPhoto via Getty Images
Em julho, por exemplo, o Reino Unido viu um dos dias mais quentes de sua história. O calor extremo fez com que viagens de trem e de avião fossem canceladas. A pista do aeroporto de Luton, em Londres, inclusive, se dobrou por causa das altas temperaturas, assim como trilhos por todo o país
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Em julho, por exemplo, o Reino Unido viu um dos dias mais quentes de sua história. O calor extremo fez com que viagens de trem e de avião fossem canceladas. A pista do aeroporto de Luton, em Londres, inclusive, se dobrou por causa das altas temperaturas, assim como trilhos por todo o país

Lorena Sopena/Europa Press via Getty Images
De acordo com cientistas do clima, a situação é uma das consequências do aquecimento global, que gera mudanças climáticas e, consequentemente, aumenta a possibilidade de haver superaquecimento em diversas áreas do planeta
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De acordo com cientistas do clima, a situação é uma das consequências do aquecimento global, que gera mudanças climáticas e, consequentemente, aumenta a possibilidade de haver superaquecimento em diversas áreas do planeta

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Aliás, segundo o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, Met Office, essas alterações climáticas aumentaram em dez vezes a possibilidade da existência de altas temperaturas na Europa, atualmente
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Aliás, segundo o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, Met Office, essas alterações climáticas aumentaram em dez vezes a possibilidade da existência de altas temperaturas na Europa, atualmente

Getty Images
Para meteorologistas, o que os europeus estão chamando de “apocalipse de calor” pode ser explicado pela existência de um bloqueio atmosférico. Nesses casos, há uma área de alta pressão atuando, o que impede a formação de nuvens e possibilita a incidência de radiação solar
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Para meteorologistas, o que os europeus estão chamando de “apocalipse de calor” pode ser explicado pela existência de um bloqueio atmosférico. Nesses casos, há uma área de alta pressão atuando, o que impede a formação de nuvens e possibilita a incidência de radiação solar

Getty Images
Além disso, devido ao fato de o verão ser a atual estação no continente, a tendência é que a situação se agrave, de acordo com especialistas. Com o ar estável e a umidade baixa, as chances de chuva são menores. Durante esse período, por sinal, os dias são mais longos e as noites mais curtas na Europa, o que contribuiu o aumento de temperatura
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Além disso, devido ao fato de o verão ser a atual estação no continente, a tendência é que a situação se agrave, de acordo com especialistas. Com o ar estável e a umidade baixa, as chances de chuva são menores. Durante esse período, por sinal, os dias são mais longos e as noites mais curtas na Europa, o que contribuiu o aumento de temperatura

Getty Images
De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão de ciência climática da ONU, a temperatura média mundial aumentou e estamos, atualmente, vivendo o período mais quente da história dos últimos 125 mil anos
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De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão de ciência climática da ONU, a temperatura média mundial aumentou e estamos, atualmente, vivendo o período mais quente da história dos últimos 125 mil anos

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Ainda segundo o IPCC, as emissões de gases de efeito estufa, causadas pela queima de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás, retêm o calor em nossa atmosfera e contribuem para aumentar a concentração de dióxido de carbono para os níveis mais altos em 2 milhões de anos. Tudo isso causa o desequilíbrio do planeta e rende consequências para os seres vivos
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Ainda segundo o IPCC, as emissões de gases de efeito estufa, causadas pela queima de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás, retêm o calor em nossa atmosfera e contribuem para aumentar a concentração de dióxido de carbono para os níveis mais altos em 2 milhões de anos. Tudo isso causa o desequilíbrio do planeta e rende consequências para os seres vivos

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Além de causar incômodo, especialmente a quem está acostumado com baixas temperaturas, o calor extremo também pode comprometer a saúde da população, causando hipertermia e sério quadro de desidratação, por exemplo
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Além de causar incômodo, especialmente a quem está acostumado com baixas temperaturas, o calor extremo também pode comprometer a saúde da população, causando hipertermia e sério quadro de desidratação, por exemplo

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Emergência climática

Fenômenos extremos como a onda de calor que está castigando a Europa serão cada vez mais comuns, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas. Em coletiva no dia 19/7, o secretário-geral da agência, Petteri Taalas, reforçou que essa é a nova realidade global em um cenário marcado por mudanças climáticas.

“Bombeamos tanto dióxido de carbono na atmosfera que a tendência negativa continuará por décadas. Não conseguimos reduzir nossas emissões globalmente”, disse Taalas. “Espero que este seja um alerta para os governos e que tenha impacto nos comportamentos de voto nos países democráticos”.

Países como Portugal, Espanha, Inglaterra e França estão enfrentando uma onda de calor extremo que já causou mais de mil mortes. O fenômeno provocou uma série de incêndios florestais nesses países.