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Zelensky apoia protestos no Irã e diz que regime “não merece existir”

Volodymyr Zelensky critica repressão de regime iraniano e faz paralelo da crise no país à guerra provocada pela Rússia na Europa

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1 de 1 volodymyr zelensky (6) - Foto: Tom Nicholson/Getty Images

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou-se nesta terça-feira (13/1) sobre a escalada dos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã e afirmou que o regime iraniano “não merece existir” após décadas de repressão e mortes.

Apoiamos a posição sobre o Irã: um regime que durou tantos anos e matou tantas pessoas não merece existir. Mudanças são necessárias”, declarou Zelensky.

Em seguida, o líder ucraniano fez um paralelo com a guerra na Europa. “Mudanças também são necessárias aqui, na Europa – o derramamento de sangue que a Rússia iniciou e que é a única que ainda prolonga precisa chegar ao fim.”

A declaração ocorre em meio ao agravamento da repressão no Irã, onde manifestações contra o regime teocrático se espalham há mais de duas semanas e já deixaram centenas — possivelmente milhares — de mortos, segundo organizações de direitos humanos.

O que começou como uma mobilização contra a crise econômica — marcada por inflação elevada e desvalorização do rial — transformou-se rapidamente em um movimento amplo de contestação ao regime dos aiatolás, que governa o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.

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Imagens mostram concentração de manifestantes na Praça Enghelab, localizada no centro de Teerã
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
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Imagens mostram concentração de manifestantes na Praça Enghelab, localizada no centro de Teerã

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Toby Melville - WPA/Getty Images

Primeira execução

Nesta quarta-feira (14/1), o Irã deve realizar a primeira execução confirmada de um manifestante preso durante os protestos. Erfan Soltani, de 26 anos, foi detido no dia 8 de janeiro, em sua casa, na cidade de Fardis, no subúrbio de Karaj, região metropolitana de Teerã.

Familiares afirmam que Soltani não teve acesso a advogado, foi informado de que a condenação era “definitiva” e só pôde receber uma visita de 10 minutos antes da execução marcada.

Organizações de direitos humanos denunciam que o jovem foi julgado por tribunais opacos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica, sob acusações como “travar guerra contra Deus”, crime frequentemente usado pelo regime para punir dissidência política.

Desde a última quinta-feira (8/1), o governo iraniano impôs um apagão quase total da internet, o que dificulta a comunicação e a verificação independente das informações.

Ainda assim, relatos que conseguem sair do país descrevem níveis extremos de violência.

As estimativas sobre o número de mortos variam amplamente. Levantamentos mais conservadores apontam cerca de 650 vítimas, enquanto a imprensa internacional fala em aproximadamente 2 mil mortos.

Já a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, estima até 6 mil mortos e cerca de 10 mil detidos, com base em casos confirmados e projeções diante do bloqueio informacional.

Segundo grupos de direitos humanos, os protestos já atingiram mais de 100 cidades e vilas, espalhadas pelas 31 províncias iranianas.

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