Zelensky cobra garantias de segurança em negociações trilaterais

Volodymyr Zelensky cita crise energética na Ucrânia e afirma que só haverá paz caso não exista “recompensa à Rússia”

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quarta-feira (4/2) que a guerra precisa terminar de forma “real” e com garantias concretas de segurança para Kiev, ao comentar o início de mais uma rodada de negociações em formato trilateral entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, realizada em Abu Dhabi.

“Ajuda agora, resiliência agora e resultados conjuntos agora — essa é a melhor contribuição para a diplomacia neste momento”, concluiu.

As conversas ocorrem em meio a novos ataques massivos russos e a uma grave crise energética em Kiev, agravada pelo inverno no Hemisfério Norte.

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Negociações em Abu Dhabi

No campo diplomático, Zelensky afirmou que recebeu um relatório da delegação que participa das negociações em Abu Dhabi.

“Nossa posição é muito clara: a guerra deve acabar de forma real. É a Rússia que deve estar pronta para isso”, disse.

O ucraniano acrescentou que não pode haver “qualquer recompensa ao agressor”, sob risco de Moscou romper futuros acordos.

O chefe do Conselho de Segurança da Ucrânia, Rustem Umerov, afirmou que após a reunião conjunta, os trabalhos seguiram em grupos separados, com posterior tentativa de sincronização das posições.

Segundo Umerov, as conversas foram “substanciais e produtivas”, com foco em soluções práticas.

As negociações ocorrem apenas um dia após um ataque massivo da Rússia contra a rede elétrica de Kiev. Entre os principais pontos em debate estão as garantias de segurança exigidas pela Ucrânia em caso de novos ataques e o futuro dos territórios do leste do país reivindicados por Moscou.

Zelensky afirmou que Kiev e Washington chegaram a um entendimento preliminar sobre garantias de segurança para o pós-guerra, embora os termos não tenham sido divulgados.

O plano discutido prevê respostas graduais em caso de violação de um eventual cessar-fogo, incluindo ações diplomáticas, mobilização de aliados europeus e, em último caso, uma resposta militar coordenada.

Pressão militar e disputa territorial

Enquanto as negociações avançam, os combates seguem no front. Nesta quarta-feira, ao menos seis pessoas morreram após um bombardeio que atingiu um mercado na região de Donetsk, na Ucrânia.

O Kremlin afirmou que a ofensiva russa continuará até que Kiev aceite os termos propostos por Moscou, que incluem o reconhecimento dos territórios ocupados como parte da Rússia.

A Ucrânia rejeita a retirada unilateral das tropas do leste do país e defende o congelamento do conflito nas atuais linhas de frente.

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