Lista de “inimigos da Ucrânia” inclui até presidente da Fifa. Entenda
Myrotvorets é um site ucraniano que reúne uma lista de pessoas consideradas ameaças à segurança nacional do país
atualizado
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi incluído nesta terça-feira (3/2) no banco de dados do site ucraniano Myrotvorets, conhecido por listar pessoas classificadas como “inimigas da Ucrânia”.
Infantino é o 9º presidente da Fifa, cargo que ocupa desde 2016. A inclusão do dirigente no Myrotvorets ocorre em meio a uma nova escalada de tensões envolvendo o debate sobre o possível retorno da Rússia às competições internacionais de futebol.

O que é o Myrotvorets
- O Myrotvorets, que pode ser traduzido como “Pacificador”, é administrado pelo chamado Centro Myrotvorets, uma organização que afirma ter como missão divulgar informações pessoais de indivíduos considerados ameaças à segurança nacional da Ucrânia.
- A plataforma tornou-se conhecida por publicar nomes, endereços, telefones e outras informações sensíveis de políticos, jornalistas, artistas, militares e cidadãos estrangeiros.
- Estimativas indicam que quase 5 mil pessoas já tiveram dados divulgados pela plataforma.
Por que Infantino foi incluído
Infantino afirmou, nessa segunda-feira (2/2), que o banimento “não resolveu nada” e que a exclusão do futebol russo teria gerado “mais frustração e ódio”.
O presidente da Fifa defendeu, ao menos, a liberação da participação de seleções juvenis russas em competições internacionais. “Meninas e meninos da Rússia precisam ter a chance de jogar futebol em outras partes da Europa”, disse.
As falas provocaram reação imediata do governo ucraniano.
O ministro dos Esportes da Ucrânia, Matvii Bidnyi, classificou a posição como “irresponsável” e “infantil”, afirmando que o futebol não pode ser dissociado da realidade da guerra.
Segundo ele, mais de 650 atletas e treinadores ucranianos morreram desde o início da invasão russa, incluindo mais de 100 jogadores de futebol.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia também se manifestou, lembrando que centenas de crianças ucranianas morreram durante o conflito.
Do outro lado, o Kremlin reagiu de forma positiva às declarações de Infantino. O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou vê com bons olhos qualquer iniciativa que discuta o retorno do futebol russo às competições internacionais.






