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Mundo

Zelensky lança desafio e convida Putin para ir a Kiev: "Se ele ousar"

Ao provocar Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky diz aceitar qualquer formato de diálogo, mas descarta reuniões em Moscou 

30/01/2026 22:49, atualizado 30/01/2026 22:54
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Arte/Metrópoles
Putin e Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convidou o líder russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira (30/1), para ir a Kiev negociar o fim da guerra no leste europeu. A proposta surge em meio a uma nova rodada de conversas mediadas pelos Estados Unidos e a tentativas pontuais de redução do conflito.

Em coletiva de imprensa, o ucraniano afirmou estar disposto a negociar em qualquer formato, desde que o encontro não ocorra em território russo ou bielorrusso — países que, segundo ele, têm responsabilidade direta pela ofensiva militar contra a Ucrânia.

“É impossível para mim me encontrar com Putin em Moscou. É o mesmo que ele vir a Kiev. Eu posso convidá-lo para Kiev. Eu o convido publicamente, se ele ousar”, disse Zelensky.

Antes disso, o Kremlin chegou a declarar que havia renovado um convite para que Zelensky fosse a Moscou participar de conversas de paz, mas que não obteve resposta oficial de Kiev.

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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
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O presidente russo Vladimir Putin
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O presidente russo Vladimir Putin

Grigory Sysoev / Kremlin
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

Tom Nicholson/Getty Images
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
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Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta

Kremlin
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Gabinete presidencial da Ucrânia

Negociações mediadas pelos EUA

  • As declarações acontecem após Ucrânia e Rússia participarem de negociações mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, na semana passada.
  • Uma nova rodada está prevista para este domingo (1º/2).
  • O cenário diplomático ganhou novos contornos depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Putin teria aceitado suspender ataques à infraestrutura energética da Ucrânia por uma semana, diante das temperaturas extremas do inverno.
  • O Kremlin confirmou o pedido e, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, afirmou que o líder russo “obviamente” concordou com a proposta.

Pontos de tensão permanecem

Apesar dos sinais de desescalada, divergências centrais seguem travando um acordo mais amplo.

Entre elas, está a exigência da Rússia para que tropas ucranianas se retirem de cerca de um quinto da região de Donetsk, além do debate sobre um eventual envio de forças internacionais de paz após o fim da guerra.

Zelensky disse esperar que os compromissos discutidos sobre a suspensão de ataques à infraestrutura energética sejam cumpridos.“Medidas de desescalada contribuem para um progresso real rumo ao fim da guerra”, declarou.