Zelensky convoca protesto mundial contra a guerra, que completa um mês

Presidente ucraniano fez um apelo à população mundial: "Venham com símbolos ucranianos apoiar a Ucrânia, apoiar a liberdade, apoiar a vida"

atualizado 23/03/2022 22:40

O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, faz um gesto de força durante pronunciamento virtual. A bandeira da Ucrânia aparece atrás - MetrópolesReprodução

A guerra no Leste Europeu começou em 24 de fevereiro e parece estar longe do fim. Neste cenário, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convocou os cidadãos do mundo a protestarem contra a investida militar russa.

O chamamento ocorre menos de 24 horas do conflito completar um mês. “Venham com símbolos ucranianos apoiar a Ucrânia, apoiar a liberdade, apoiar a vida”, frisa Zelensky, em pronunciamento gravado.

Veja:

No vídeo, divulgado na noite desta quarta-feira (23/3), Zelensky estimula os cidadãos a “se oporem à guerra a partir de 24 de março” e se manifestarem contra o conflito. “Vão para suas praças, para suas ruas, tornem-se visíveis e ouçam”, acrescentou.

Antes, Zelensky já havia feito discursos nos parlamentos japonês e francês. Antes, ele foi convidado a falar nos parlamentos dos Estados Unidos, da Itália, do Reino Unido, da Polônia, do Canadá, da União Europeia e no da Suíça.

Guerra completa 1 mês

Às vésperas de completar um mês, a guerra segue a escalada de tensão. Rússia e Ucrânia ainda não chegaram a um acordo para o cessar-fogo.

Desde a invasão russa, tropas bombardearam áreas estratégicas e desencadearam crise político-diplomática e humanitária. O ataque aumentou a instabilidade econômica e geopolítica mundial.

Nesta quinta-feira (24/3), líderes mundiais discutem como deter a investida militar do presidente russo, Vladimir Putin, sem aumentar ainda mais a tensão no globo.

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Horas antes da data marcante, a tensão das potências era notável. A Rússia sofreu mais ameaças, sanções, críticas, mas não recuou. Pelo contrário: revidou.

O governo norte-americano acusou formalmente a Rússia, nesta quarta, de cometer crimes de guerra na Ucrânia.

Nas últimas semanas, o país já havia feito esse tipo de avaliação sobre a atuação das tropas de Vladimir Putin, mas as autoridades dos Estados Unidos não tinham sido categóricas.

Ameaças e sanções

Em mais uma tentativa de frear a guerra, os Estados Unidos anunciaram a doação de mais armas no valor de US$ 800 milhões para a Ucrânia. O líder do país, Joe Biden, está em Bruxelas onde participa de uma série de reuniões.

Moscou disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sofrerá “consequências terríveis” caso envie missão de paz à zona do conflito.

A Polônia decidiu expulsar de seu território diplomatas suspeitos de serem agentes do Serviço de Inteligência da Rússia.

A Rússia determinou a expulsão de vários diplomatas americanos, em represália a um movimento dos Estados Unidos de retirar funcionários russos da missão permanente da Organização das Nações Unidas (ONU).

Reação russa

A agência reguladora das comunicações na Rússia, Roskomnadzor, bloqueou a plataforma de notícias Google News, informou a agência Interfax.

Segundo, agência de notícias, a Roskomnadzor acusa a plataforma de permitir acesso ao que chama de “material falso sobre a operação militar do país na Ucrânia”.

Além disso, Putin determinou que o país venda gás para “países hostis” em rublos, depois de um congelamento de ativos realizado por nações estrangeiras que destruiu a confiança de Moscou.

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