Rússia anuncia expulsão de diplomatas dos EUA e faz nova ameaça

No começo do mês, os EUA expulsaram 12 diplomatas russos na ONU e, nesta quarta, acusaram formalmente a Rússia de crimes de guerra

atualizado 23/03/2022 17:05

O presidente russo, Vladimir Putin, convoca reunião do Conselho de Segurança da Rússia no Kremlin. Ele está de lado falando ao microfone - MetrópolesKremlin Press Office/Handout/Anadolu Agency via Getty Images

A Rússia determinou a expulsão de vários diplomatas americanos, em represália a um movimento dos Estados Unidos de retirar funcionários russos da missão permanente da Organização das Nações Unidas (ONU).

A informação foi confirmada pelo Kremlin e divulgada pela agência de notícias russa Interfax, na tarde desta quarta-feira (23/3).

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia entregou a um alto representante da diplomacia americana em Moscou uma lista de diplomatas considerados personae non gratae e informou que eles precisarão deixar o país. A quantidade de nome elencados e a identidade de cada um deles não foram detalhados.

“A parte americana foi avisada, de maneira firme, que qualquer ação hostil dos Estados Unidos contra a Rússia receberá uma resposta decisiva e adequada”, informou o Kremlin.

No começo do mês, Estados Unidos pediram a 12 diplomatas russos da ONU que deixassem o país, devido a suposto envolvimento em “atividades que não estavam de acordo com suas responsabilidades e obrigações como diplomatas”.

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Para os norte-americanos, os russos atuavam como “agentes de inteligência, que abusaram de seus privilégios de residência nos Estados Unidos para desenvolverem atividades de espionagem adversas à segurança nacional”.

No mundo diplomático, a medida foi considerada uma grave sanção contra a Rússia. A punição ocorreu após a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Polônia

A Polônia decidiu expulsar de seu território diplomatas suspeitos de serem agentes do Serviço de Inteligência da Rússia.

Segundo o porta-voz polonês Stanislaw Zaryn, alguns estariam trabalhando para os serviços secretos, sob a cobertura e o pretexto de um trabalho diplomático.

A represália ocorre nesta quinta-feira (23/3), às vésperas de o conflito no Leste Europeu completar um mês.

Desde a invasão russa, tropas bombardearam áreas estratégicas e desencadearam crise político-diplomática e humanitária. O ataque aumentou a instabilidade econômica e geopolítica mundial.

Tensão

O Conselho de Segurança da ONU discute a segurança de civis, jornalistas e profissionais de emergência (médicos, enfermeiros e bombeiros) na Ucrânia. Os embaixadores debatem possíveis resoluções contra a Rússia por supostos ataques e agressões contra esses grupos.

Às vésperas de completar um mês, a guerra segue escalada de tensão. Rússia e Ucrânia ainda não chegaram a um acordo para cessar fogo.

Moscou disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sofrerá “consequências terríveis” caso envie missão de paz à zona do conflito. A Ucrânia voltou a pedir mais armas.

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