Zelensky: “A Europa não via há 80 anos o que está acontecendo”

Presidente da Ucrânia citou a Revolução Francesa para tentar sensibilizar a Assembleia da França ao pedir ajuda

atualizado 23/03/2022 12:52

Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, durante conferência virtual. Ele está sentado diante de uma mesa e usa um notebook, sorrindo- MetrópolesUkrainian Presidency / Handout/Anadolu Agency via Getty Images

Liberdade, igualdade e fraternidade. O lema da Revolução Francesa foi usado pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para tentar sensibilizar a Assembleia da França em um pedido de ajuda na guerra.

Nesta quarta-feira (23/3), em pronunciamento por videoconferência, Zelensky defendeu que empresas francesas deixem as operações na Rússia.

“A Europa não via há 80 anos o que está acontecendo na Ucrânia. Vocês sabem bem o que é liberdade, igualdade e fraternidade. Vocês dão muito valor a essas palavras. Nós contamos com a França para agirmos juntos para que a Rússia busque a paz”, frisou.

Antes de discursar para o Congresso francês, Zelensky foi convidado a falar nos parlamentos dos Estados Unidos, da Itália, do Reino Unido, da Polônia, do Canadá, da União Europeia e no da Suíça.

Às vésperas de completar um mês, a guerra segue a escalada de tensão. Rússia e Ucrânia ainda não chegaram a um acordo para cessar-fogo. A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) discute a crise no país invadido.

Moscou disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sofrerá “consequências terríveis” caso envie uma missão de paz para a zona do conflito. A Ucrânia voltou a pedir mais armas.

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, foi claro no recado ao grupo militar coordenado pelos Estados Unidos. “Uma decisão imprudente e extremamente perigosa. Poderia ter consequências claras que seriam difíceis de reparar”, frisou.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (23/3) em videoconferência com repórteres de agências internacionais de notícias.

Na abertura da Assembleia Geral, o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzia, disse que a nação liderada por Vladimir Putin tem “diplomacia” para discutir a questão das regiões separatistas e pôr fim ao conflito no Leste Europeu.

Com o país ameaçado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir mais armas e equipamentos de defesa ao Ocidente.

Em discurso para a Assembleia da França, Zelensky pediu ajuda ao citar crueldades russas em território ucraniano. “A Europa não via, há 80 anos, o que está acontecendo na Ucrânia”, frisou.

Um dia antes da reunião de cúpula, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, anunciou que está preparando novos grupos de batalha na Europa Oriental para impedir a Rússia de atacar qualquer um dos membros da aliança militar.

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A tropa será formada por 1,5 mil soldados cada um e serão distribuídos na Hungria, na Eslováquia, na Romênia e na Bulgária.

Com o recrudescimento da guerra, o presidente americano, Joe Biden, viaja à Europa. O norte-americano participará da reunião emergencial da Otan na quinta-feira. Será a primeira visita de Biden ao continente após o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

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