Zelensky apoia atleta ucraniano banido das Olimpíadas e critica COI
Atleta ucraniano participou das Olimpíadas de Inverno com um capacete em homenagem a vítimas da guerra na Ucrânia, e foi desclassificado
atualizado
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se manifestou sobre a desclassificação do atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych das Olimpíadas de Inverno por “protesto político”, e criticou o Comitê Olímpico Internacional (COI). “É, realmente, repugnante”, disse Zelensky.
Proibido pelo COI, Vladyslav se recusou a descartar o uso de um capacete que trazia fotos de vítimas da guerra na Ucrânia, e acabou desclassificado dos Jogos Olímícos nessa quarta-feira (11/2).
“O esporte não deveria significar amnésia, e o movimento olímpico deveria ajudar a acabar com as guerras, não fazer o jogo dos agressores. Infelizmente, a decisão do Comitê Olímpico Internacional de desqualificar o ucraniano Vladyslav Heraskevych demonstra o contrário”, , escreveu o presidente ucraniano em publicação nesta quinta-feira (12/2).
Segundo Zelensky, “isso, certamente, não condiz com os princípios do olimpismo, que se fundamentam na justiça e na promoção da paz”.
Ele ainda alegou que 660 atletas e treinadores ucranianos foram mortos pela Rússia na guerra, enquanto “13 atletas russos estão na Itália competindo nas Olimpíadas”
“Eles competem sob bandeiras ‘neutras’ nos Jogos, enquanto, na vida real, apoiam publicamente a agressão russa contra a Ucrânia e a ocupação de nossos territórios. E são eles que merecem ser desclassificados”, completou Zelensky.
O caso
O COI proibiu o atleta de skeleton de utilizar, em provas televisionadas, o capacete com fotos de atletas e treinadores ucranianos vítimas da guerra . Ele participaria de uma prova nessa quinta-feira (12/2), mas recusou-se a descartar o uso do capacete.
O ucraniano afirmou que não pretende iniciar uma briga com o COI, porém sustentou o ato, e argumentou que a eliminação nesse caso “é o preço da dignidade“.
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) restringe desde 1975 manifestações políticas nos Jogos, por meio da Regra 50 da Carta Olímpica, que determina que “nenhum tipo de demonstração ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em quaisquer locais, sedes ou outras áreas olímpicas”.
