Zelensky oferece ajuda da Ucrânia após terremotos na Venezuela
Volodymyr Zelensky lamentou as mortes, ofereceu equipes de resgate e disse aguardar resposta das autoridades venezuelanas

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ofereceu, nesta quinta-feira (25/6), apoio à Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate após os terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24/6).
Em publicação nas redes sociais, o líder ucraniano lamentou as mortes provocadas pela tragédia e afirmou que equipes especializadas da Ucrânia estão prontas para atuar no local.
“É com grande tristeza que tomei conhecimento das consequências dos terremotos na Venezuela e das vidas perdidas. Nossos sentimentos a todas as famílias afetadas”, escreveu.
Zelensky também desejou rápida recuperação aos feridos e afirmou que a Ucrânia está em contato com as autoridades venezuelanas e europeias para viabilizar a ajuda humanitária.
“A Ucrânia espera que o mundo encontre maneiras de ajudar o povo venezuelano nesta situação trágica e estamos prontos para prestar auxílio. Nossas equipes de resposta a emergências podem se juntar às operações de busca e resgate. Estamos em contato com as autoridades venezuelanas e europeias, aguardando a resposta à nossa proposta”, declarou.
Mais de 100 mortos
A manifestação ocorre em meio ao agravamento da crise causada pelos dois fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela com apenas 39 segundos de intervalo.
Além das vítimas confirmadas, milhares de pessoas continuam desaparecidas. Uma plataforma criada por voluntários venezuelanos para auxiliar as buscas já contabiliza 43.308 registros, dos quais 39.989 seguem sem contato e 3.319 foram localizados.
Os sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. Os tremores derrubaram edifícios, provocaram destruição em Caracas e foram sentidos também na Colômbia e em cidades brasileiras.
A tragédia mobilizou outros líderes mundiais. Pelo menos 17 países ofereceram apoio à Venezuela. Entre eles estão Brasil, Estados Unidos e, agora, a Ucrânia.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avalia que, devido à intensidade dos abalos e aos danos provocados, o desastre pode resultar entre 10 mil e 100 mil mortes, embora a estimativa ainda seja preliminar.










