Vulcão na Nova Zelândia: polícia divulga nomes de desaparecidos

A polícia ressalta que a lista não é completa, por não ter conseguido falar com todos os parentes das vítimas. Seis foram declarados mortos

atualizado 11/12/2019 10:00

Reprodução/Twitter

A polícia da Nova Zelândia divulgou uma lista provisória com os nomes de nove pessoas desaparecidas após a erupção do vulcão Whakaari, na Ilha Branca da Nova Zelândia. Entre elas, estão sete australianos e dois neozelandeses. O número oficial de mortos subiu para seis nessa terça-feira (10/12/2019).

O vice-comissário John Tims deu uma declaração sobre as operações de resgate, que continuam dificultadas pelo aumento de atividade vulcânica na ilha desde o início da manhã desta quarta-feira (11/12/2019). Até o momento, nenhuma autoridade conseguiu se aproximar da região.

0

“Estamos prontos para partir (rumo à ilha) assim que pudermos ter certeza de que os riscos na ilha são administráveis. Nesta fase, o GNS informa que a chance de uma nova erupção é significativa e é muito perigoso retornar”, afirmou.

Desta forma, parentes em luto pelos mortos terão que esperar a recuperação dos corpos. As vítimas fatais e desaparecidas estavam entre 47 turistas que estavam visitando a ilha vulcânica quando parte dela explodiu na segunda-feira (09/11/2019), em uma chuva de cinzas, vapor e gás.

De acordo com John Tims, a lista traz os nomes de pessoas que não estão no hospital e nem na lista de sobreviventes. “Essas pessoas são listadas oficialmente como desaparecidas. Esta não é uma lista completa dos desaparecidos, pois não conseguimos falar com todos os parentes envolvidos”, explicou.

Ainda segundo ele, há uma lista definitiva de pessoas no hospital cujos nomes não foram divulgados devido a razões de privacidade.

Os sobreviventes sofreram queimaduras graves e as autoridades da Nova Zelândia disseram que encomendaram vários metros de pele dos EUA para ajudar a tratar as feridas dos pacientes.

Veja os nomes dos desaparecidos:

Gavin Dallow (Austrália)
Jessica Richards (Austrália)
Krystal Browitt (Austrália)
Richard Elzer (Austrália)
Zoe Hosking (Austrália)
Karla Matthews (Austrália)
Julie Richards (Austrália)
Tipene Maangi (Nova Zelândia)
Hayden Inman (Nova Zelândia)

Resgate e investigação de mortes

As autoridades seguem com a operação de recuperação após a erupção. Segundo a polícia e o grupo especializado na defesa contra incêndio e emergências (FENZ), equipes devem continuar as tentativas de acesso à região para determinar as condições da ilha, incluindo os níveis de gás na atmosfera. Uma investigação civil sobre as mortes deve ser realizada junto ao processo de identificação dos corpos, além de uma apuração de saúde e segurança sobre danos causados ​​pelo fenômeno.

Em nota, a polícia corrigiu declaração dada anteriormente sobre a possibilidade de uma investigação criminal, que ainda não foi considerada. “A investigação policial pelo médico legista será realizada em paralelo com uma investigação da WorkSafe Nova Zelândia. Como regulador de saúde e segurança no local de trabalho e administrador do Regulamento de Atividades de Aventura, o WorkSafe investigará considerando todos os problemas relevantes de saúde e segurança no trabalho que envolvem esse trágico evento“, disse a nota. Os termos de referência para as investigações serão desenvolvidos nos próximos dias.

47 pessoas na ilha

A tragédia após a erupção do vulcão Whakaari deixa até o momento seis mortos. A Nova Zelândia confirmou que 47 pessoas estavam na ilha e nove estão desaparecidas. Do total havia 24 pessoas da Austrália, duas da China, quatro da Alemanha, uma da Malásia, cinco da Nova Zelândia, duas do Reino Unido e nove dos Estados Unidos.

Os corpos dos mortos confirmados estão sendo transportados para Auckland à medida que os legistas conseguem fazer as identificações. A polícia afirmou que as identidades de mortos e feridos ainda estão em andamento por se tratar de um processo complexo e por pedidos de privacidade dos familiares. “A natureza dos ferimentos sofridos pelas pessoas é grave e significa que identificá-los é uma questão complexa”, afirmou.

Últimas notícias