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Um atirador invadiu uma escola de ensino médio no sul da Flórida, na cidade de Parkland, e matou ao menos 17 alunos nesta quarta-feira (14/2). O xerife Scott Israel, do condado de Broward, responsável pela região, afirmou que o suspeito usou um rifle AR-15 contra os estudantes.

O autor dos disparos se chama Nikolas Cruz, de 19 anos, e é um ex-aluno do colégio. Segundo relatos, ele usava máscara de gás, chapéu preto e calça e blusa marrons. Ele seria integrante de grupos pró-armas nas redes sociais e teria participado de debates na internet sobre fabricação de bombas. O jovem foi descrito como um “menino difícil”, um estudante “problemático”.

Um dia antes do ataque, ele postou um vídeo em uma rede social afirmando que “coisas ruins vão acontecer amanhã”.

O atirador teria invadido a escola Marjory Stoneman Douglas, onde estudam 3 mil alunos, por volta das 14h30 (17h30 de Brasília). Os estudantes ouviram disparos e procuraram abrigo. Muitos usaram celulares para postar fotos nas redes sociais de barricadas montadas com mesas e cadeiras.

O estudante Matt Walker conseguiu registrar o momento em que os disparos começaram enquanto se protegia. Um dos laptops em sua mesa foi atingido por tiros.

Vários alunos postaram fotos em suas contas pessoais no Twitter mostrando as barricadas montadas dentro de salas de aula. A estudante Camila Fraser escreveu: “Tudo isso no Dia dos Namorados”. Outro estudante da escola, Aidan, postou: “Ainda trancado. Chequei as notícias e havia 20 vítimas. Vida longa a Majory Stoneman Douglas High.”

Alarme de incêndio
Faltavam 10 minutos para a aula acabar quando a estudante Nicole Baltzer ouviu o alarme de incêndio. “Ouvi tantos tiros. Seis, pelo menos”, escreveu Nicole em sua conta no Twitter. “Eram sons muito altos. Eu tentei ficar calma, mas muitos colegas correram para todos os lados”, disse Dianna Milleret, uma aluna de 16 anos.

Entrevistada pela emissora CNN, Melissa Falkowski, professora de Inglês, afirmou que escondeu ao menos 19 alunos em um dos armários durante a sequência de disparos. “Nós recebemos treinamento para este tipo de situação. Se não fosse por isso, teria sido muito pior”, disse a docente.

O presidente Donald Trump enviou condolências às famílias das vítimas em sua conta no Twitter: “Nenhuma criança, professor ou qualquer outra pessoa deveria se sentir inseguro novamente.”