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Mundo

Venezuela: María Corina diz que será eleita presidente "na hora certa"

Após a prisão de Nicolás Maduro, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu o comando do país interinamente

Repórter de Mundo16/01/2026 13:25, atualizado 16/01/2026 13:57
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Jesus Vargas/Getty Images
Imagem colorida de María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, que defende posse de Edmundo González - Metrópoles

María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da paz de 2025 e uma das principais opositoras de Nicolás Maduro na Venezuela, afirmou nesta sexta-feira (16/1) que espera se tornar presidente do país “na hora certa”.

A fala foi em entrevista ao canal norte-americano Fox News, após Corina se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington.

“Há uma missão: vamos transformar a Venezuela naquela terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, a primeira mulher presidente”, afirmou Corina.

Após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, dia 3 de janeiro, a vice-presidente Delcy Rodriguez assumiu a Presidência do país interinamente.

Trump, questionado sobre apoiar Corina à sucessão de Maduro, afirmou que a opositora “não tem o apoio ou o respeito necessário” para assumir.

Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt afirmou, na quinta-feira (15/1), que as autoridades venezuelanas têm cooperado com os Estados Unidos.

Corina entregou medalha de Nobel da Paz para Trump

Durante a reunião entre Corina e Trump na Casa Branca, a venezuelana entregou a Trump a medalha do Prêmio do Nobel da Paz. O presidente norte-americano disse que foi um “grande honra” receber a medalha e conhecer Corina. O republicano ainda afirmou que foi um “gesto maravilhoso de respeito mútuo”.

O gesto é simbólico, pois o prêmio é intransferível.

Corina afirmou que ofereceu a medalha a Trump por seu “compromisso com a liberdade do povo venezuelano”. Na época da premiação, em outubro do ano passado, Trump deu declarações de que ele deveria ganhar o prêmio, por ter solucionado “sete guerras ao redor do mundo”.