Militares feridos em ataque dos EUA à Venezuela desembarcam em Cuba. Veja vídeo
Pelo menos 32 militares da Cuba morreram em decorrência das ofensivas dos Estados Unidos à Venezuela
atualizado
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Militares cubanos que atuavam na Venezuela durante o ataque dos Estados Unidos foram recepcionados no Aeroporto Internacional José Martí (HAV), em Havana, capital de Cuba, na madrugada desta quinta-feira (15/1). Veja:
Os soldados das Forças-Armadas Revolucionárias integravam a segurança do governo venezuelano. Alguns ficaram feridos e 32 morreram após a ofensiva dos EUA.
“Chegaram em solo cubano os colaboradores que ficaram feridos durante a covarde agressão imperialista contra a Venezuela. Foram transmitidos a eles o reconhecimento e o carinho de todo o povo por sua coragem e firmeza”, informou o Ministério de Relações Exteriores da Cuba, na rede social X.
A Chancelaria de Cuba informou que uma delegação de Alto Nível recebeu o grupo.
O departamento diplomático ainda informou que os militares saíram feridos em decorrência de “atos de violência”contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cília Flores, que, em 3 de janeiro, foram capturados por forças norte-americanas.
Maduro estava em uma fortaleza muito bem protegida, quando os soldados dos EUA invadiram, trocaram tiros e prenderam o líder chavista e a mulher.
Relembre a captura de Maduro na Venezuela
- Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro, após forças militares norte-americanas invadirem uma fortaleza de segurança em que os dois estavam.
- Ao invadirem, militares norte-americanos trocaram tiros com soldados cubanos, e rapidamente capturaram Maduro e a esposa.
- Após a captura, Maduro e a esposa foram levados para um helicóptero das Forças-Armadas dos EUA. Em seguida, foram conduzidos ao navio militar USS Iwo Jima, atracado no Caribe há meses.
- Do navio, os dois foram transportados a um avião, que voou até Nova York, onde Maduro e a esposa são julgados por associação ao narcotráfico.
Pelo menos 32 cubanos morreram em decorrência das ofensivas dos EUA na Venezuela. O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba classificou as mortes como resultado de “um novo ato criminoso de agressão e terrorismo de Estado” contra o país latino-americano.
Entre os mortos estão os coronéis Humberto Alfonso Roca Sánchez, de 67 anos, e Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez, de 62. Também constam oficiais de alta patente e militares da reserva, o que indica a amplitude da presença militar cubana em estruturas sensíveis do Estado venezuelano.
Ainda no comunicado da Chancelaria cubana, o órgão exalta a aliança comunista entre Venezuela e Cuba ao afirmar que os soldados cubanos honraram a história revolucionária das duas nações.
“O retorno desses compatriotas representa a unidade entre as duas nações, baseada no exemplo do comandante Hugo Chávez e do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, e forjada na luta pela paz, soberania e dignidade em Nossa América”, informou.
Em memória aos 32 militares revolucionários mortos, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto oficial, em 5 e 6 de janeiro.
