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Mundo

Venezuela: governo do Brasil aguarda "verificação imparcial" de votos

Ministério das Relações Exteriores (MRE) ainda não reconheceu a vitória de Nicolás Maduro nas eleições e aguarda mais informações

29/07/2024 10:58, atualizado 29/07/2024 12:59
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Getty Imagens/ Oleksii Liskonih
Imagem colorida. Bandeira Brasil e Venezuela

O governo brasileiro, por meio de nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE), informou acompanhar “com atenção o processo de apuração” da eleição para presidente na Venezuela e parabenizou o “caráter pacífico da jornada eleitoral”. Eleitores foram às urnas no domingo (28/7).

Segundo o texto, o governo brasileiro “reafirma ainda o princípio fundamental da soberania popular, a ser observado por meio da verificação imparcial dos resultados”.

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Maduro e Lula
Nicolás Maduro é herdeiro político de Hugo Chávez
Edmundo González, da oposição
Maduro chega às eleições na Venezuela sob tensão e atrás nas pesquisas
Nicolás Maduro com Lula
Segundo CNE, Nicolás Maduro venceu o candidato da oposição, Edmundo González, e foi reeleito para um terceiro mandato como presidente da Venezuela
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Segundo CNE, Nicolás Maduro venceu o candidato da oposição, Edmundo González, e foi reeleito para um terceiro mandato como presidente da Venezuela

Jesus Vargas/Getty Images
Maduro e Lula
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Maduro e Lula

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Nicolás Maduro é herdeiro político de Hugo Chávez
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Nicolás Maduro é herdeiro político de Hugo Chávez

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Edmundo González, da oposição
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Edmundo González, da oposição

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Maduro chega às eleições na Venezuela sob tensão e atrás nas pesquisas
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Maduro chega às eleições na Venezuela sob tensão e atrás nas pesquisas

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Nicolás Maduro com Lula
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Nicolás Maduro com Lula

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Nicolás Maduro, presidente da Venezuela
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Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

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Eleitores venezuelanos votam em Barcelona, na Espanha, neste domingo (28/7)
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Eleitores venezuelanos votam em Barcelona, na Espanha, neste domingo (28/7)

Reprodução/ Twitter
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, levanta a mão durante uma reunião em massa convocada por apoiadores em 18 de julho de 2024 em Caracas, Venezuela.
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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, levanta a mão durante uma reunião em massa convocada por apoiadores em 18 de julho de 2024 em Caracas, Venezuela.

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22 de agosto – O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela, controlado pelo governo, sacramenta a vitória do presidente Nicolás Maduro na eleição presidencial de 28 de julho.
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22 de agosto – O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela, controlado pelo governo, sacramenta a vitória do presidente Nicolás Maduro na eleição presidencial de 28 de julho.

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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegando ao Itamaraty
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegando ao Itamaraty

Hugo Barreto/Metrópoles

O MRE também “aguarda, nesse contexto, a publicação pelo Conselho Nacional Eleitoral de dados desagregados por mesa de votação, passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”.

A nota vai de acordo com o posicionamento dado mais cedo pelo assessor especial de assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim. Segundo o assessor, é preciso cautela, e o Brasil aguardará todas as atas ao redor da Venezuela para reconhecer um resultado.

“Também não vou endossar nenhuma narrativa de que houve fraude. É uma situação complexa, e nós queremos apoiar a normalização do processo político venezuelano”, informou Amorim em nota à imprensa.

A população tinha de decidir entre dois principais candidatos: o atual presidente, Nicolás Maduro, e o opositor, Edmundo González.

Na madrugada desta segunda-feira (29/7), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou Maduro como vencedor. A oposição, no entanto, alegou que González ganhou com ao menos 70% de votos, mas não apresentaram provas.

Após a divulgação da reeleição de Maduro, o site do CNE saiu do ar e continua inacessível.

Os opositores, em coletiva de imprensa, acusaram irregularidades no processo eleitoral e citaram dificuldade de acesso às atas impressas das zonas eleitorais. Eles teriam obtido apenas 40% dos documentos para checagem.

As vésperas do pleito foram marcadas por clima de tensão, com ameaças de Maduro de um “banho de sangue” caso perdesse e ataque aos processos eleitorais do Brasil e dos Estados Unidos.