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América Latina e Caribe fazem reunião emergencial após ataque dos EUA

Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) se reuniu na tarde deste domingo (4/1). Mauro Vieira representou o Brasil

04/01/2026 10:55, atualizado 04/01/2026 16:57
Carla Sena/Arte Metrópoles
América Latina e Caribe fazem reunião emergencial após ataque dos EUA

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) realizou, neste domingo (4/1), uma reunião extraordinária de ministros das relações exteriores dos países membros para discutir a situação da Venezuela após o ataque realizado pelos Estados Unidos (EUA), no sábado (3/1).

O encontro, realizado por videoconferência, durou quase três horas e terminou sem previsão de divulgação de nota conjunta. O Brasil foi representando pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Ele participou do Palácio Itamaraty.

Como mostrou o Metrópoles, o chanceler brasileiro teve de interromper as férias e retornar a Brasília com a escalada das tensões na América Latina e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, pelos EUA.

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Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
Maduro foi capturado no sábado (3/1)
Maduro foi capturado em uma operação militar realizada pelos EUA
Maduro sob custódia de policiais dos EUA
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Maduro sob custódia de policiais dos EUA

Reprodução/Casa Branca
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Reprodução Redes Sociais
Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
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Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos

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Maduro foi capturado no sábado (3/1)
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Maduro foi capturado no sábado (3/1)

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Maduro foi capturado em uma operação militar realizada pelos EUA
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Maduro foi capturado em uma operação militar realizada pelos EUA

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Presidente dos EUA, Donald Trump
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Presidente dos EUA, Donald Trump

Joe Raedle/Getty Images
Ofensiva  norte-americana em solo venezuelano foi realizada neste sábado (3/1)
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Ofensiva norte-americana em solo venezuelano foi realizada neste sábado (3/1)

Reprodução / Redes sociais
Imagens da ofensiva realizada em Caracas
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Imagens da ofensiva realizada em Caracas

Jesus Vargas/Getty Images
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Vista do Aeroporto La Carlota e seus arredores no município de Chacao, em Caracas, Venezuela
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Vista do Aeroporto La Carlota e seus arredores no município de Chacao, em Caracas, Venezuela

Boris Vergara/Anadolu via Getty Images
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Trump ameaça enviar Exército à Minnesota em meio a protesto contra ICE
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Trump ameaça enviar Exército à Minnesota em meio a protesto contra ICE

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Imagens da ofensiva realizada em Caracas

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A Celac é um grupo que reúne 33 países da América Latina e do Caribe e que tem como objetivo ampliar o diálogo entre as nações participantes, além de articular posições comuns entre os países. Atualmente, quem ocupa a presidência da Cúpula é a Colômbia, de Gustavo Petro.

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Com a retirada de Maduro, quem assumiu o comando da Venezuela foi a vice-presidente do país, Delcy Rodriguez. Ela afirmou que a Venezuela não irá se render aos EUA.

A secretária-geral de Relações Exteriores do Brasil confirmou que o país reconhece Delcy como presidente da Venezuela.


Última cúpula da Celac discutiu situação da Venezuela

  • Em novembro foi realizada a 4ª Cúpula Celac—União Europeia, em Santa Marta, na Colômbia.
  • O encontro discutiu, entre outras temas, a escalada nas tensões entre os EUA e Venezuela. Até aquele momento, a Casa Branca estava intensificando a presença militar no mar do Caribe, sob justificativa de combater o narcotráfico na região.
  • Em seu discurso, o presidente Lula fez um diagnóstico sobre a situação política da América Latina e Caribe, afirmando que a região está “balcanizada e dividida”. Ele salientou que a América Latina voltou a conviver com o extremismo político, manipulação da informação e com o crime organizado.
  • O governo brasileiro sempre defendeu uma saída pacífica para o conflito. Em reunião com Donald Trump, no fim de outubro, o chefe do Executivo brasileiro se colocou à disposição para mediar a disputa.
  • Em ligação telefônica no começo de dezembro ao líder norte-americano, Lula pediu para que os EUA não atacasse a Venezuela.
  • Ele tem ressaltado que a América Latina é uma “zona de paz”.

Reunião da ONU

Na manhã desta segunda-feira (5/1), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai participar de outra reunião com autoridades internacionais: a do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Venezuela.

De acordo com a embaixadora Maria Laura, a posição apresentada pelo presidente brasileiro no sábado, de que o ataque dos Estados Unidos representa uma “afronta gravíssima à soberania” da Venezuela, será reforçada no encontro.

Em publicação nas redes sociais, o titular do Planalto declarou que os bombardeios em território venezuelano e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.

Ele acrescentou ainda que, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

O presidente está de férias na Restinga da Marambaia, base da Marinha no Rio de Janeiro, e permanece no local e aguarda informações sobre o desenrolar dos fatos para decidir se retorna à capital federal ainda neste domingo ou na segunda, como previsto.

Fronteira está “tranquila”

No sábado, o ministro da Defesa, José Múcio, declarou que a situação na fronteira com a Venezuela é de tranquilidade. Da parte do Brasil, ela continua aberta.

“A situação da fronteira nunca foi tão tranquila como está hoje. Movimento mínimo. É como se fosse um grande feriado. Até o movimento de automóvel é mínimo possível, de maneira que está tudo calmo e as fronteiras estão abertas. Brasileiro que está lá pode vir”, afirmou o ministro.

Segundo Múcio, não há brasileiros dentre as vítimas do ataque, que deixaram ao menos 40 mortos.