Após ultimato de Trump, Índia emite alerta a cidadãos do país no Irã

Alerta da chancelaria e embaixada indiana ocorre após novo ultimato de Donald Trump e possível escalada militar no Oriente Médio

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O governo da Índia emitiu um alerta urgente nesta terça-feira (7/4) recomendando que seus cidadãos que estão no Irã permaneçam abrigados em suas residências e evitem qualquer deslocamento, diante da rápida deterioração da segurança no país.

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores indiano orientou que qualquer movimento — seja dentro do território iraniano ou em direção às fronteiras — só deve ocorrer em coordenação direta com a Embaixada da Índia em Teerã e mediante autorização expressa.

A recomendação foi reforçada em novo aviso divulgado pela missão diplomática, que solicita que os cidadãos permaneçam em ambientes fechados pelas próximas 48 horas.

Além disso, a embaixada orientou a evitar proximidade com instalações elétricas e militares, bem como os andares superiores de edifícios, considerados mais vulneráveis em caso de ataques. Indianos hospedados em locais organizados pela missão devem permanecer nos hotéis e manter contato constante com as equipes consulares.

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Escalada militar no Oriente Médio

A medida ocorre em meio a um dos momentos mais críticos da atual escalada no Oriente Médio, marcado por ameaças diretas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em referência ao impasse com o governo iraniano.

As declarações coincidem com o prazo final imposto por Washington para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, principal artéria estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O governo iraniano rejeitou a exigência, classificando os termos como “ilógicos” e reiterando que não negocia sob pressão.

A tensão aumentou ainda mais após ações militares atribuídas a Israel, que anunciou ataques a pontes e instalações estratégicas em diversas cidades iranianas, incluindo Teerã e Tabriz, além de um complexo petroquímico.

Em resposta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de iranianos estão dispostos a defender o país. “Mais de 14 milhões já declararam sua prontidão para sacrificar suas vidas pelo Irã”, escreveu.

Autoridades iranianas também elevaram o tom, com membros da Guarda Revolucionária afirmando que o país tem capacidade de causar destruição em larga escala. Paralelamente, representações diplomáticas iranianas reagiram às falas de Trump, classificando-as como extremas e reiterando a resiliência histórica do país.

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