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União Europeia fecha acordo para fornecer 90 bilhões de euros à Ucrânia

Conselho Europeu descartou, pelo menos por enquanto, a alternativa de usar os ativos russos congelados na Europa para financiar a Ucrânia

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Ursula von der Leyen (r), Presidente da Comissão Europeia, ao lado de António Costa, Presidente do Conselho Europeu, e Mette Frederiksen (l), Primeira-Ministra da Dinamarca
1 de 1 Ursula von der Leyen (r), Presidente da Comissão Europeia, ao lado de António Costa, Presidente do Conselho Europeu, e Mette Frederiksen (l), Primeira-Ministra da Dinamarca - Foto: Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images

Líderes da União Europeia anunciaram, na manhã desta sexta-feira (19/12), que fecharam um acordo de um plano bilionário para financiar a economia e as forças armadas da Ucrânia.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou que a ajuda financeira será no valor de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 582 bilhões). “Chegamos a um acordo. Aprovou-se a decisão de conceder uma ajuda de 90 bilhões de euros à Ucrânia para 2026-2027”, escreveu Costa no X (antigo Twitter).

Até o momento, os líderes europeus ainda não explicaram como o empréstimo será financiado, mas informaram que a Ucrânia só vai devolver o dinheiro após a Rússia pagar as reparações causadas pela invasão militar.

O pacote financeiro foi anunciado após uma cúpula em Bruxelas que durou mais de 5 horas e contou com a presença do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O principal debate foi relacionado à proposta da Alemanha de utilizar os ativos russos congelados na Europa para financiar o pacote financeiro à Ucrânia.

A alternativa foi descartada, pelo menos temporariamente, após firme rejeição de alguns países do bloco econômico. Um dos mais vocais foi a Bélgica, país onde está armazenada a maior parte dos ativos russos. O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, teme que o país tenha que “pagar de volta” os ativos para a Rússia no futuro.

A Hungria também foi contrária ao uso dos recursos russos, já que o primeiro-ministro do país, o líder de extrema-direita Viktor Orbán, é visto como aliado do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Estima-se que a União Europeia detenha cerca de 210 bilhões de euros (cerca de R$ 1,3 trilhão) em ativos russos congelados. Putin condenou a possibilidade do dinheiro ser usado para financiar a Ucrânia, e chamou a alternativa de “um roubo”.

Neste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cortou o financiamento da Ucrânia, afundando o país europeu em dívidas.

O Fundo Monetário Internacional estima que a Ucrânia terá um déficit financeiro de pelo menos 137 bilhões de euros (cerca de R$  886 milhões) nos próximos dois anos.

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