Conflito na Ucrânia mata mais brasileiros enquanto paz não avança
Desde o início da guerra na Ucrânia, brasileiros se juntaram a Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia na luta contra a Rússia
atualizado
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O número de brasileiros mortos na guerra da Ucrânia, lutando ao lado de forças do país liderado por Volodymyr Zelensky, aumentou nos últimos meses enquanto as negociações de paz seguem estagnadas. A informação foi confirmada por fontes diplomáticas ucranianas ao Metrópoles.
Segundo autoridades familiarizadas com o assunto, 16 mortes foram confirmadas, e outros 24 combatentes seguem com status de desaparecidos — o que, na linguagem diplomática, também é considerado morto, ainda que seus corpos não tenham sido encontrados.
O Ministério das Relações Exteriores, por sua vez, confirma a morte de 16 brasileiros na guerra da Ucrânia desde 2022.
Desde o início da invasão da Rússia na Ucrânia, a administração Zelensky passou a recrutar combatentes estrangeiros, na tentativa de driblar a superioridade militar russa.
Os brasileiros que atuaram na guerra no Leste Europeu, assim como cidadãos de outros países, fazem parte da Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. De acordo com o governo ucraniano, os salários para estrangeiros variam entre US$ 550 e US$ 4.800 mil por mês.
Apesar de participarem do conflito mediante pagamento, tais combatentes possuem ligações diretas com as Forças Armadas da Ucrânia. Por isso, o governo Zelensky afirma que os militares da Legião Internacional sejam mercenários.
