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Mundo

Ucrânia x Rússia: 127 brasileiros morreram ou desapareceram na guerra

Itamaraty reforça alerta para o perigo de brasileiros se alistarem em exércitos estrangeiros, além da limitação de assistência consular

30/07/2026 13:23, atualizado 30/07/2026 14:24
Arte/Metrópoles
Imagem colorida mostra soldado carregando um fuzil - Metrópoles

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) atualizou o número de brasileiros mortos ou considerados “desaparecidos em combate” na guerra Rússia x Ucrânia.

Ao Metrópoles, o Itamaraty confirmou, nesta quinta-feira (30/7), que 35 brasileiros foram mortos e outros 92 estão sumidos, segundo dados passados ao governo brasileiro por autoridades russas e ucranianas.

A pasta ressalta que o número é referente a casos comunicados oficialmente por Rússia e Ucrânia ao governo do Brasil. A guerra entre os dois países teve início em janeiro de 2022 e se prolonga por mais de quatro anos.

O Itamaraty alerta para os perigos de se alistar em um exército estrangeiro.

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Canais oficiais de recrutamento do Exército ucraniano publicam conteúdo convidando voluntários a participarem da guerra. Há páginas traduzidas para português e inclusive depoimentos positivos de brasileiros incentivando a participação na guerra.

Em 15 de julho, a Legião Internacional de Defesa da Ucrânia publicou o depoimento de um jovem soldado brasileiro que se denomina como “Clark Kent” e diz que não se vê mais “longe da vida militar”.

Soldado brasileiro dá depoimento na guerra da Ucrânia
Soldado brasileiro dá depoimento na guerra da Ucrânia

Riscos de participar de guerras estrangeiras

A Itamaraty reforçou o alerta sobre os riscos que brasileiros correm ao participar em conflitos armados em outros países e que não envolvem o Brasil.

Segundo o ministério, a assistência consular a brasileiros combatentes em exércitos estrangeiros pode ser severamente limitada por termos de contrato com as Forças Armadas daquele país.

Além disso, os brasileiros nessa situação estão sujeitos a responder na Justiça por crimes que venham a cometer, mesmo que em território estrangeiro, e que, por tratado ou convenção internacional, o Brasil se obrigou a prevenir ou impedir.