Ucrânia reúne aliados para tratar de crianças levadas à força para a Rússia
Reunião aconteceu na cidade de Toronto, e reuniu 72 países e organizações internacionais

A Ucrânia reuniu aliados internacionais no Canadá, com o objetivo de discutir a deportação forçadas de crianças ucranianas para o território da Rússia. O encontro de dois dias acontece em Toronto, e termina nesta terça-feira (29/9).
Ao todo, a Conferência Internacional Caminhos para a Paz: Segunda Conferência Internacional sobre o Retorno de Crianças Ucranianas, Civis Detidos e Prisioneiros de Guerra contou com a participação de 72 países e 11 organizações internacionais.
Na reunião, a União Europeia (UE) anunciou sanções contra 10 pessoas e 17 entidades envolvidas na deportação de crianças ucranianas. Entre eles estão funcionários das administrações russas em áreas na Ucrânia ocupadas pela Rússia, e um acampamento na Coreia do Norte que estaria sendo utilizado para manter os menores.
O encontro foi organizado pela Coalizão Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas. Criada no início de 2024, o grupo reúne 51 membros, entre países e organizações internacionais, e serve como plataforma de coordenação diplomática, humanitária e de troca de informações.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDois membros da coalizão, Canadá e Noruega, anunciaram um apoio financeiro para a Ucrânia trabalhar no resgate de crianças e prisioneiros de guerra na casa dos US$ 25,6 milhões (cerca de R$ 133 milhões).
Atualmente, o governo ucraniano calcula que mais de 20 mil crianças foram deportadas ilegalmente para a Rússia desde o início da guerra. Os dados são da iniciativa Bring Kids Back (BKB), que atua em conjunto com Coalizão Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas.
De 2022 até agora, 2.651 mil retornaram após viverem períodos em território russo — ou nas regiões ocupadas por forças do país liderado por Vladimir Putin. Nessas áreas, os menores são expostos a propaganda pró-Kremlin e educação militar.
As acusações levaram o Tribunal Penal Internacional (TPI) a emitir um mandado de prisão contra Putin em 2023, devido a crimes de guerra ligados a deportação e transferência forçadas de crianças ucranianas. O Tribunal de Haia, como também é conhecida a Corte, também pediu a detenção da comissária do presidente da Rússia para os Direitos da Criança, Maria Lvova-Belova.



