Ucrânia: o que você precisa saber sobre o 1º dia de bombardeio russo

O Metrópoles preparou um resumo dos principais fatos desta quinta-feira: disparos de mísseis, reação internacional e contagem de mortos

atualizado 24/02/2022 23:17

Tanque russo atravessa cidade na Crimeia, área de conflito entre Rússia e Ucrânia. Ao fundo, é possível ver névoa e uma cidade deserta - Metrópoles Sergei MalgavkoTASS via Getty Images

O planeta assistiu atônito nesta quinta-feira (24/2) ao primeiro dia de bombardeio russo contra a Ucrânia. Assim que os primeiros mísseis foram disparados, presidentes e lideranças mundiais reagiram condenando o ataque.

Responsável por desencadear o conflito, o presidente russo, Vladmir Putin, fez ameaças e indicou que não irá recuar. O líder dos Estados Unidos, Joe Biden, subiu o tom, aumentou as sanções econômicas e prometeu respostas.

Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, contabiliza mortes e feridos. O país tenta reagir, mas sem o mesmo poder bélico russo.

O governo brasileiro segue sem condenar a invasão. O Ministério das Relações Exteriores admitiu que não tem condições de socorrer os brasileiros na Ucrânia.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.

O Metrópoles preparou um resumo dos principais fatos desta quinta-feira:

  • A invasão russa ocorreu na madrugada desta quinta-feira (24/2), horário de Brasília, após ordem de Putin.
  • O mais recente balanço indica que a Ucrânia tem 137 mortos e 300 feridos após bombardeios.
  • O governo ucraniano afirmou ter sofrido ao menos 203 ataques russos desde o início da invasão.
  • Putin alertou para que nenhum outro país interfira na ofensiva, e prometeu “resposta imediata”.
  • Contra a invasão russa, manifestantes foram presos e agredidos em Moscou.
  • O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, determinou toque de recolher. A medida vigora das 22h às 7h.
  • Em uma segunda onda de ataques, russos cercaram Kiev, capital ucraniana e coração do poder do país, além de tomar Chernobyl.
  • A Rússia disparou 160 mísseis de curto alcance contra Kiev, afirmaram os EUA.
  • O Ministério da Defesa russo disse ter destruído 74 instalações militares ucranianas, incluindo 11 bases aéreas.
  • Zelensky decretou o rompimento das relações diplomáticas com a Rússia e distribuiu 10 mil fuzis a civis.
  • O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, condenou a invasão. Horas depois, o presidente Jair Bolsorano (PL) o desmentiu e desautorizou.
  • A União Europeia e seus aliados condenaram a Rússia.
  • Primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou sanções para travar “máquina de guerra de Putin”.
  • Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o bloco prepara um novo pacote de sanções econômicas contra a Rússia.
  • Biden anunciou sanções econômicas mais severas, autoriza ida de mais militares e uma ajuda financeira de US$ 52 milhões para a Ucrânia. Além disso, advertiu: “A agressão de Putin vai custar muito à Rússia.”
  • O presidente da Ucrânia decretou convocação geral de todas as pessoas em idade de serviço militar para atuarem contra a invasão.
  • Após bombardeios, Macron telefonou para Putin e exigiu cessar-fogo. Só ouviu a repetição dos argumentos russos para o ataque.
  • Otan e União Europeia anunciaram reunião entre países-membros para discutir a situação.

Veja imagens do primeiro dia de bombardeio russo contra a Ucrânia:

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