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Mundo

Trump: Venezuela comprará produtos dos EUA com dinheiro do petróleo

Segundo Trump, decisão mostra que Venezuela está disposta a tornar os Estados Unidos seu "principal parceiro" nos negócios

07/01/2026 20:20, atualizado 07/01/2026 21:07
Anna Moneymaker/Getty Images
Imagem colorida de Donald Trump - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quarta-feira (7/1), que o governo da Venezuela, agora liderado interinamente pela vice de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, comprometeu-se a comprar apenas produtos norte-americanos, com o dinheiro oriundo do petróleo.

“Acabei de ser informado de que a Venezuela vai comprar APENAS produtos fabricados nos EUA”, disse Trump em comunicado divulgado na rede Truth Social. “Estas compras incluirão, entre outras coisas, produtos agrícolas americanos e medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos fabricados nos EUA para melhorar a rede elétrica e as instalações energéticas da Venezuela”, complementou.

Segundo o líder norte-americano, tais compras serão feitas com o “dinheiro que [Venezuela] recebe do nosso novo acordo de petróleo”. A decisão, ainda não confirmada por Caracas, é vista por Trump como um gesto de que a Venezuela está “comprometida em fazer negócios com os Estados Unidos da América como seu principal parceiro”.

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Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela
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Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela
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Joe Raedle/Getty Images

Mais cedo, a Petróleos de Venezuela (PDVSA), principal estatal venezuelana do setor, anunciou que está em “negociações com os Estados Unidos” para a venda do petróleo produzido no país.

A petrolífera, porém, destacou que as negociações são baseadas em outras semelhantes, já realizadas entre Venezuela e EUA, como a atuação da segunda maior empresa de petróleo norte-americana, a Chevron, que continua produzindo petróleo no país, apesar das sanções. Os detalhes sobre o acordo entre Caracas e Washington ainda não foram divulgados.

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Envio de 50 milhões de barris de petróleo

Nessa terça-feira (6/1), três dias após a captura e prisão de Maduro por militares dos EUA, Trump anunciou que a Venezuela concordou em enviar até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA.

O republicano informou que o combustível será vendido a preço de mercado, e o lucro da transação ficará sob seu próprio controle, para ser utilizado em “benefício do povo da Venezuela”, assim como dos norte-americanos.

As movimentações no setor petrolífero da Venezuela, o país que possui as maiores reservas do combustível ao redor do mundo, coincidem com os planos de Trump para o país.

Depois da captura de Maduro, junto de sua esposa Cilia Flores, o republicano afirmou que a Venezuela será governada pelos EUA até uma transição política. Além disso, Trump revelou que a possível presença norte-americana no país latino-americano tem “tudo a ver com o petróleo”. Uma das justificativas é a acusação, até então sem provas, de que o governo chavista roubou o combustível fóssil do país que governa.

Até o momento, Caracas ainda não comentou a declaração de Trump sobre a mudança nas políticas e relações de comércio internacional do país.