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Trump sobe o tom e diz que Zelensky pode "perder o país inteiro"

Zelensky disse que "Ucrânia não reconhecerá legalmente ocupação da Crimeia. Não há nada para discutir", o que provocou reação irada de Trump

Luana Viana23/04/2025 15:07
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Andrew Harnik/Getty Images
Imagem colorida mostra Donald Trump e Volodymyr Zelensky - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua rede Truth Social para criticar duramente declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao The Wall Street Journal, dizendo que “a Ucrânia não reconhecerá legalmente a ocupação da Crimeia. Não há nada para discutir aqui”. Trata-se de um território ucraniano ocupado pela Rússia em conflito anterior, em 2014.

“Essa declaração é muito prejudicial às negociações de paz com a Rússia, visto que a Crimeia foi perdida anos atrás sob os auspícios do presidente Barack Hussein Obama e nem sequer é um ponto de discussão”, escreveu Trump nesta quarta-feira (23/4).

Segundo Trump, “ninguém está pedindo a Zelensky que reconheça a Crimeia como território russo, mas, se ele quer a Crimeia, por que não lutaram por ela onze anos atrás, quando foi entregue à Rússia sem que um tiro fosse disparado? A área também abriga, por muitos anos antes da ‘entrega de Obama’, importantes bases submarinas russas”.

O republicano afirmou que “são declarações inflamatórias como as de Zelensky que tornam tão difícil resolver esta guerra. Ele não tem nada do que se gabar. A situação para a Ucrânia é terrível. Ele pode ter paz ou pode lutar por mais três anos antes de perder o país inteiro”.

“Não tenho nada a ver com a Rússia, mas tenho muito a ver com o desejo de salvar, em média, cinco mil soldados russos e ucranianos por semana, que estão morrendo sem motivo algum. A declaração feita por Zelensky hoje não fará nada além de prolongar o ‘campo da morte’, e ninguém quer isso”, reforçou o presidente norte-americano.

Donald Trump concluiu afirmando que “estamos muito perto de um acordo, mas o homem sem cartas a jogar deve, finalmente, resolver a questão. Estou ansioso para poder ajudar a Ucrânia e a Rússia a sair desta confusão completa e total, que nunca teria começado se eu fosse presidente”.